Inspire-se na beleza das mulheres que estiveram no Festival Afropunk

A ancestralidade das mulheres negras esteve presente no evento em Nova York

A exuberância de quem passa pelo Festival Afropunk não é meramente ilustrativa. Pelo estilo, o público reafirma a ancestralidade do movimento negro, o grande protagonista do evento, cuja primeira edição rolou em 2005, em Nova York. Ano após ano, a empreitada foi ganhando espaço. África do Sul, Reino Unido e França já entraram no circuito do Afropunk, que mistura moda, shows de música e debates.

Em 2020, será a nossa vez. “Há muito tínhamos o desejo de fazer uma edição na América Latina. Nada mais justo do que começar no país com a maior população negra fora do continente africano. É a cara do Brasil”, disse Jocelyn A. Cooper, co-CEO do festival, a CLAUDIA. Para aquecer, inspire-se na beleza e na força das mulheres que estiveram no evento do Brooklyn, Nova York, em agosto.

@apieceofkake

Inspire-se na beleza das mulheres que estiveram no Festival Afropunk

 (Flavio Melgarejo/CLAUDIA)

“As tranças nagô têm um forte poder ancestral – ao menos para mim. Elas podem ser usadas sozinhas ou combinadas com diferentes penteados”, explica Maia Boitrago, especialista em tranças, do Rio de Janeiro. “Este look com esferas pode ser reproduzido usando o marley hair, material sintético que imita o cabelo crespo 4c, aquele sem tanta definição. Na minha opinião, é o mais lindo que existe”, argumenta.

@mcsoffia

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 (Flavio Melgarejo/CLAUDIA)

“Falo em minhas músicas que a menina negra é maravilhosa. Comecei a me aceitar e hoje minha autoestima está lá em cima”, conta a carioca Mc Soffia. Ela investiu em looks especiais para a ocasião, e as tranças, em tom amarelo, completaram a produção. Para ela, é importante ocupar esse espaço. “A moda e a beleza sempre foram assuntos discutidos longe de nós. Agora temos eventos em que podemos ser nós mesmas.”

@ashleekincaid

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 (Flavio Melgarejo/CLAUDIA)

“Os acessórios são aliados poderosos das tranças. Existem anéis, elásticos, linhas coloridas, pedras e muitas outras possibilidades”, indica Maia Boitrago. O formato do cabelo também pode variar, dependendo da criatividade e do gosto de quem usa. “Neste caso, temos um visual chanel com trança rastafári e uma franja em espessura jumbo”, descreve a especialista.

@aggie_nes

Inspire-se na beleza das mulheres que estiveram no Festival Afropunk

 (Flavio Melgarejo/CLAUDIA)

Inspirada pelas cores da primavera do hemisfério norte, a cabeleireira Anui Ashi criou um look vibrante para o evento. No cabelo,apostou no estilo afro puff, esse preso com volume no topo. Incluiu ainda duas tranças laterais. Para ela, a beleza é um caminho de expressão. “É ser capaz de manifestar com orgulho o que está dentro de nós e como nos afirmamos.”

@missusmonroe

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 (Flavio Melgarejo/CLAUDIA)

“O casquete de miçangas cria a ilusão visual de tranças nagô, trazendo movimento e leveza”, detalha o cabeleireiro Wilson Eliodorio, de São Paulo. No make, o segredo para resistir às muitas horas de festival é caprichar na preparação. Comece pelo protetor solar, seguido de um primer potente. “A definição se dá no olhar, com cílios poderosos e sobrancelhas bem marcadas”, explica o expert.

#Sheila_maniin

Inspire-se na beleza das mulheres que estiveram no Festival Afropunk

 (Flavio Melgarejo/CLAUDIA)

”O cabelo grisalho está cada vez mais presente na moda, independentemente do tipo e da cor original”, conta Wilson. Para alcançar um efeito similar, ele sugere criar textura com uma esponja do tipo nudred. Ficar o dia todo a céu aberto pode exigir ainda um par de óculos escuros. Então, por que não incorporá-lo como parte essencial do look? Armações coloridas e maximalistas estão em alta.