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Homem é preso por manter a esposa como escrava sexual

Ele acordava a mulher pela manhã exigindo relações sexuais e a estuprava

Por Da Redação - Atualizado em 17 fev 2020, 16h27 - Publicado em 27 jun 2019, 12h18

Um homem de 44 anos foi condenado a 12 anos de prisão por violentar e espancar sua esposa. Seu nome não foi divulgado para preservar a identidade da mulher, que também foi feita de escrava sexual por três anos. O caso aconteceu em Greater Manchester, região metropolitana do noroeste da Inglaterra.

Segundo o Daily Mail, o rapaz acordava a companheira nas primeiras horas da manhã mandando que ela tivesse relações sexuais com ele. Em uma ocasião, o marido, que tem três filhos com a esposa, bateu na vítima enquanto ela estava grávida do quarto filho, ocasionando um aborto.

Durante o julgamento, foi afirmado que o rapaz tinha um “apetite sexual furioso”, que demandava relações sexuais com a esposa três vezes por dia. Em outra violência, a vítima foi espancada com um cinto de couro, enquanto um dos filhos do casal ouvia os gritos dela de seu quarto. “Eu só bati nela duas vezes”, argumentou o agressor quando foi preso.

O criminoso foi condenado por três acusações de estupro. Ele também tinha comportamento coercitivo e controlador. Ele negou as acusações de estupro, mas admitiu as agressões.

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Controle

De acordo com a corte de Minshull Crown, que realizou o julgamento, o casal se conheceu em 1993 e se casou em 1995, mas os abusos aconteceram entre 2015 e 2018. O promotor Darren Preston afirma que, ao final do relacionamento, o marido se tornou cada vez mais abusivo, controlador e violento.

“Ela se sentia incapaz de reagir contra ele, se proteger dele, terminar a relação ou resistir às ordens de fazer sexo duas a três vezes por dia”, conta Preston. “Além das exigências, ele a controlava por telefonemas constantes e textos mandando que ela dissesse onde estava e clamando por sua atenção quando não estava em casa”, revela.

O promotor ainda revelou mais detalhes dos abusos que a mulher sofria. Segundo ele, o agressor a acordava no meio da noite e mandava que ela cozinhasse para ele. “Em uma ocasião, quando ela chegou em casa do trabalho, ele começou a jogar coisas pela casa, a chamando de nomes desagradáveis, como ‘put*’ e ‘vadia’ e destruiu dois telefones”, conta.

Quando a mulher tentava revidar, o marido a agredia verbalmente e fisicamente, batendo em seus braços e pernas. “Ela ficava coberta de hematomas nos braços e nas pernas. Além dos cortes no rosto, não havia outros ferimentos duradouros”. Os filhos do casal estavam muito assustados para intervir e impedir o pai de bater na mãe.

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funky-data/Getty Images

No dia em que a vítima foi espancada com um cinto de couro, eles haviam brigado antes de a mulher ir trabalhar. Ao invés de voltar na hora que o marido sempre pedia, ela foi fazer compras. Quando chegou em casa, foi dormir, mas, durante a madrugada, o homem a acordou e exigiu que ela preparasse chá para ele. Ela preparou e voltou a dormir.

No entanto, o marido voltou a acordá-la, colocando a mão entre as coxas da esposa. Mais tarde, ela foi acordava com o agressor enfiando um cobertor em sua boca, enquanto batia nela com o cinto.

“O filho ouviu o incidente e chamou a polícia, pois estava muito assustado para impedir o pai”, conta Preston.

O advogado de defesa, Mark Fireman, afirmou no tribunal que há evidências de que “ele a estuprou enquanto ela estava grávida e logo após ela teve um aborto espontâneo”.

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Já a juíza Bernadette Baxter disse ao réu: “Infelizmente você tratou sua esposa como possessão e fez com ela como quisesse. Você era violento. Você não ouviu seus protestos quando ela não queria fazer sexo e reprimiu seus protestos com violência. Você a estuprou repetidamente, às vezes mais de uma vez por dia.”

Ainda segundo a juíza, o réu não refletiu nenhum remorso com o ocorrido e ainda afirmou que não tem lembrança do que fez.

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