Goiás: passado e presente em uma só paisagem
Confira dicas de restaurantes, onde ficar e o que fazer na bela Goiás
Foto: Getty Images
Confira dicas quentíssimas para desfrutar do melhor de Goiás e… boa viagem!
Onde ficar
Fazenda Maduzanzan
O clima rural aparece no terreno da pousada, arborizado e plano, e nas várias atividades de lazer, como passeios a cavalo (R$ 15/hora) e a agradável trilha até a Cachoeira das Andorinhas (9 m). Oito quilômetros de estrada de terra separam a hospedagem do Centro Histórico.
manduzanzan.com.br, 9982-3373. Diária (casal): R$ 300.
Pousada do Ipê
Funciona em um casarão do século 19 perto da Igreja do Rosário, o que a torna interessante para quem pretende estar a poucos passos do casario colonial do município. Os quartos são simples e passaram por reforma recentemente.
pousadadoipego.com.br/ipe, 3371-2065. Diárias (casal): R$ 127/R$ 144.
Casa da Ponte
Localizada a poucos passos da antiga casa da poetisa Cora Coralina. Em 2012, passou por ampla reforma, mas manteve ar-condicionado, móveis e frigobar antigos. No andar superior da pousada, há uma varanda de onde o hóspede pode contemplar as construções históricas do Centro.
cidadedegoias.tur.br/casadaponte.html, 3371-4467. Diárias (casal): R$ 110/R$ 150.
Onde comer
Flor do Ipê
R. Boa Vista, 32-A (Centro Histórico), 62/3372-1133. Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V. 3ª/sáb 12h/15h e 19h/0h, dom 12h/16h. Variada. Com varanda e um quintal voltado para o Rio Vermelho, o restaurante é muito procurado no almoço, quando vigora um bufê regional. À noite, o cardápio inclui carnes, peixes e massas.
Dalí
R. 13 de Maio, 26 (Centro Histórico), 62/3372-1640. Cd: M, R, V. 3ª/dom 11h30/23h30. Variada. Fica numa construção histórica, com entrada pela Avenida Beira-Rio. O prato mais pedido é o empadão goiano (com recheio de frango, lombo de porco, guariroba, queijo, ovo, azeitonas e linguiça).
Braseiro
Pça. do Chafariz, 3 (Centro Histórico), 62/3371-2892. Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V. 2ª/dom 11h/15h. Variada. Tem ambiente rústico, com pé-direito alto e mesas de madeira. Serve uma farta sequência de pratos, incluindo receitas regionais como arroz de pequi e empadão goiano tudo preparado num fogão a lenha.
O que fazer
Compras Doces caseiros
Os docinhos da cidade ganharam notoriedade com a poetisa e doceira de mão cheia Cora Coralina. A arte também era dominada por mulheres como Dona Dita e sua vizinha, Dona Zilda, contemporâneas de Cora, que repassaram seus segredos para colegas que mantém viva a tradição. Cada doceira tem sua especialidade, mas os quitutes mais famosos são o pastelinho (massa assada recheada com doce de leite) e os doces de frutas. Para provar – e comprar – as delícias é preciso ir à casa delas. Dona Augusta: pastelinho e rosa de coco (R. Eugênio Jardim, 23, 3371-1472);
Dona Divina: rosa de coco, casquinha de laranja cristalizada (Tr. do Carmo, 2, 3371-1484); Dona Dóris: passa de caju, doces em compotas e licores (R. d’Abadia, 17, 3371-4605); Dona Zilda: doces cristalizados de figo, mamão, tomate e jiló (R. Bartolomeu Bueno, 3, 3371-2114).
Centro Histórico
Um passeio pelas ruas da antiga Vila Boa de Goiás é um belo programa para quem sente gosto de ver o tempo passar sem pressa. O ponto de partida pode ser a Casa de Cora Coralina, a poetisa-doceira que tão bem cantou as cores e sabores de sua terra (leia abaixo). Cora caprichava nos doces que ainda fazem a fama de Goiás (veja Compras de doces caseiros). Com o paladar devidamente adocicado, é hora de cruzar o Rio Vermelho e ver um pouco mais do Centro Histórico. Na antiga igreja de N. S. da Boa Morte funciona o museu de Arte Sacra, que exibe imagens esculpidas por José Joaquim da Veiga Valle, considerado o “Aleijadinho goiano”. O passeio pode se estender um pouco mais subindo a ladeira que leva à praça Brasil Caiado, onde estão preservados monumentos
como o Quartel do 20, do séc. 18 (assim chamado porque abrigou o vigésimo batalhão do Exército, que lutou na Guerra do Paraguai), onde hoje funciona uma escola, e o chafariz da Boa Morte (1778), também conhecido como “chafariz de Cauda”. Se ainda tiver pique, logo acima fica o museu das Bandeiras, com acervo que conta um pouco da história dos bandeirantes.
Casa de Cora Coralina
Cora (de coração) e Coralina (de coral), pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), passou toda a sua vida aqui, ao lado da ponte sobre o Rio Vermelho. A visita guiada começa na cozinha, onde estão os tachos de cobre que Cora usava para fazer doces. O quarto também está como ela deixou, com vestidos pendurados na parede. Seus livros, fotos, cartas, máquina de escrever e até a bengala que a amparou até os últimos dias também estão expostos. Em duas salas, totens reproduzem vídeos em que ela aparece declamando seus poemas. Durante o tour você também conhece mais sobre as pessoas que fizeram parte da vida da escritora, como Maria Grampinho, andarilha que perambulava pela cidade carregando sua trouxinha (a quem Cora dedicou um poema). A personagem, folclórica em Goiás, é vendida em forma de bonecas de pano nas lojas de artesanato.
Visita virtual: eravirtual.org
Parque Nacional da Serra Dourada
É preciso enfrentar mais de 40 km de estrada, a partir de Goiás, para conhecer um dos principais cartões postais do estado. Com interessantes conjuntos de formações rochosas (as chamadas cidades de pedra) e milhares de espécies típicas do cerrado, o parque pode ser explorado em roteiros guiados que podem durar de duas a dez horas.
Acesso: São 40 km de estrada de asfalto e mais 4 km de terra de Goiás até a entrada do parque. Pegue a GO 070 até o km 15, depois GO 020 até o km 20 e siga as placas que indicam a Reserva Biológica da Serra Dourada. O trecho final de terra, precário, é percorrido apenas por veículos com tração traseira ou 4×4.
Informações: Na sede do parque, 9980-4958. Guias, imprescindíveis, devem ser contratados em Goiás (Orlei de Souza, 3371-2277; José Garcia, 9933-7916). Os passeios custam a partir de R$ 200 para duas pessoas, com traslado. O ingresso no parque custa R$ 3.







