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Conheça Lilian Arai, a empreendedora que traz inovação na área da saúde

Médica ajuda pessoas de qualquer área a resolverem problemas encontrados no sistema de saúde

Por Sarah Catherine Seles Atualizado em 16 mar 2022, 13h05 - Publicado em 16 mar 2022, 13h01

Lilian Arai, 55 anos, é médica otorrinolaringologista há 32 anos e decidiu empreender após conhecer o programa do MIT Hacking Medicine através de seu sócio. Ela fundou a HackMed, que visa transformar a área da saúde no país ao capacitar pessoas de qualquer área de atuação para serem agentes transformadores de seu próprio ecossistema – uma ideia que se expandiu, gerou frutos e trouxe soluções que fizeram a diferença durante a pandemia de Covid-19.

“Hackathon é uma competição que já acontecia nos Estados Unidos, voltada para pessoas de qualquer área de atuação que queiram resolver os problemas que elas mesmas enfrentam dentro do sistema de saúde”, explica. Após conhecer seu sócio, os dois decidiram implementar o mesmo sistema no Brasil.

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Com o lema “Somos Todos Pacientes“, a HackMed sonha em transformar a saúde por meio da inovação e do empreendedorismo. “Cada um de nós, médicos ou pessoas de qualquer área de atuação, um dia vai ser paciente e a gente tem problemas. Quem melhor do que nós mesmos para começarmos a criar soluções nessa área? Foi aí que a gente construiu toda uma jornada de métodos de empreendedorismo para ajudar as pessoas a construírem soluções para os problemas que elas enfrentam”, aponta Lilian

A primeira edição do evento aconteceu em janeiro de 2020, no Hospital das Clínicas. O foco foi a inovação e o empreendedorismo na saúde, pontos que se tornariam essenciais para o ano seguinte com o avanço da pandemia de Covid-19. Ao todo, 640 pessoas se inscreveram para participar, e de lá saíram quase 40 ideias de novas startups.

Do presencial ao virtual

Com o decreto da quarentena no país, os organizadores precisaram migrar para o digital e passaram a usar o Instagram como plataforma para divulgar informações e projetos realizados. “A gente compartilha muito conteúdo e faz as divulgações pela plataforma. Temos nossos seguidores e conseguimos criar uma grande comunidade via Instagram”, aponta Lilian.

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“O empreendedor é otimista por natureza, porque vê nos problemas uma oportunidade para construir soluções e fazer disso um negócio. A gente começou a passar muito de todos esses conceitos da metodologia do empreendedorismo em vários posts no nosso perfil”, conta a médica.

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Revolução na pandemia

As conexões estabelecidas possibilitaram a introdução de novas tecnologias para atender as demandas do Hospital das Clínicas de São Paulo durante a pandemia. Nesse período, um robô de telepresença passou a ser utilizado para realizar atendimentos por teletriagem, protegendo os enfermeiros de exposição ao vírus da Covid-19, e promovendo visitas virtuais de familiares e profissionais como psicólogos, além de trazer economia nos equipamentos de proteção individual.

Construindo novos caminhos

Hoje, além de promover informação nas redes sociais, a HackMed também funciona como uma “incubadora” de startups da área da saúde, juntamente com investidores anjos. Lilian trabalha com outras empresas que apostam no potencial da HackMed, como Dell, SAP, Fleury e Bayer, que já investiram capital no projeto.

“Eu tenho uma filha que está fazendo pediatria e eu vejo a importância de existirem referências. Minha filha tem olhos puxados tanto quanto eu, e são poucas as referências de mulheres de descendência japonesa dentro do empreendedorismo, dentro de cargos de liderança ou como fundadoras”, ressalta Lilian sobre a importância da representatividade nos negócios

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