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Como lidar com o ciúme entre os irmãos

Esse sentimento é normal e está presente em todas as famílias. Veja como é possível ajudar as crianças a superá-lo de forma positiva.

Por Redação M de Mulher 1 set 2014, 21h00 | Atualizado em 15 jan 2020, 02h03
Karina Fusco
Karina Fusco (/)
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Foto: Getty Images

Quando a família está para aumentar, os pais já esperam que o filho mais velho sinta ciúme do bebê, que vai exigir muito tempo e dedicação da mãe. Enquanto a rotina com o recém nascido não entra nos eixos, muitos casais pedem que familiares e amigos deem atenção ao primogênito.

Mas engana-se quem pensa que o ciúme entre irmãos acaba assim que o caçula sai das fraldas. Esse sentimento pode durar a vida inteira e atingir também os mais novos, mas só se torna um problema sério quando os pais não dão a devida atenção a ele. “Se a situação não for bem administrada pelos adultos, pode gerar baixa autoestima num dos filhos e situações de competitividade e até de agressividade. O dever dos pais é entender e ajudar as crianças em relação a esse sentimento”, explica a psicoterapeuta Thais de Assis Antunes Baungart, da Faculdade Anhanguera de Campinas (SP). “O ciúme surge principalmente quando um irmão vê o outro como o rival que faz tudo melhor e é sempre elogiado”, alerta a especialista. Leia a seguir como lidar com isso em casa e diminuir as brigas entre irmãos.

O mais novo também sente

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A psicóloga Lidia Weber, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que o ciúme pode aparecer em qualquer fase da vida da criança ou do adolescente.

“O ciúme do mais novo geralmente se manifesta mais tarde, quando o que nasceu primeiro ganha mais independência e faz coisas que o menor ainda não pode fazer, como sair à noite.”

Autora do livro Eduque com Carinho – para Pais e Filhos (Juruá Editora, R$ 44,90), Lidia alerta para a importância de tomar cuidado com frases como “Você sempre foi o preferido da mamãe!” “Um certo ciúme sempre vai existir, mesmo quando eles crescerem. Os pais só não devem tomar partido, comparar ou fazer um irmão acusar o outro. Isso faz a rivalidade aumentar”, finaliza.

2 situações comuns que geram ciumeira em casa

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Quando um é mais elogiado que outro

Pode acontecer de uma criança ter mais facilidade que a outra para os estudos, para fazer amigos ou para atividades esportivas e, por isso, receber mais elogios dos pais. Os elogios devem acontecer, sim, mas de forma sutil e em situações realmente marcantes, como depois de uma competição, por exemplo. E, claro, é preciso também falar das qualidades do outro filho. Certamente ele as tem!

Quando um é protegido

Acontece muito com o caçula: por ser menor e, teoricamente, mais indefeso, os pais tendem a protegê-lo quando há algum arranca-rabo com o mais velho, mesmo que o pequeno tenha aprontado alguma. Os adultos precisam ouvir os dois lados e deixar de sempre passar a mão na cabeça do mais novo só porque ele tem menos idade. Se precisar de uma bronca, ela deve ser dada, sim.

A paz vai reinar

Estratégias que ajudam a diminuir o ciúme entre irmãos:

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· Converse com as crianças sobre as características positivas delas. Reforce que cada uma tem suas habilidades. Lembre-se: talentos devem ser valorizados, nunca comparados.

· Proponha brincadeiras das quais todos possam participar, não importando a idade das crianças.

· Estimule a cooperação, mas entenda que todos precisam de momentos para ficar a sós ou com os amigos da mesma idade.

· Estabeleça regras claras de convivência familiar, como a de não bater, gritar nem machucar o irmão.

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· Jamais castigue o filho ciumento quando ele pisar na bola. Diga que entende o sentimento dele, mas que não aceita que machuque o outro.

· Esqueça as comparações, como “Você não arruma seu quarto, mas seu irmão arruma”.

· Dê responsabilidades a todos, dentro das possibilidades de cada um. O mais velho tem que entender que o pequeno não pode mexer com produtos de limpeza para ajudar na faxina, por exemplo.

· Evite tomar partido nas discussões. Quando o clima estiver tranquilo, ensine os irmãos a ouvirem as razões um do outro.

· Estimule-os a resolver os conflitos sozinhos. Interfira se houver risco de um machucar o outro ou quando um propuser acordos injustos (algo na linha “Se você fizer a lição de casa para mim, eu deixo você mudar de canal”).
 

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