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Coluna da Cynthia de Almeida: “Qual é o tempo razoável para alguém responder a uma mensagem de WhatsApp?”

Para nossa colunista de carreira, Cynthia de Almeida, o fundamental é ter bom senso, mas algumas regras ajudam

Por Cynthia de Almeida Atualizado em 26 out 2016, 11h04 - Publicado em 2 ago 2016, 11h02

“Qual é o tempo razoável para alguém responder a uma mensagem de WhatsApp?”

A rigor, nenhum. Como se trata de um mecanismo de comunicação instantânea, seu protocolo deveria obedecer a essa lógica. Recebeu, respondeu. Esse princípio fica mais óbvio se você imaginar uma conversa ao vivo em que alguém faz uma pergunta e a outra pessoa olha para o lado ou se levanta para dar uma voltinha antes de responder. Exagero, é claro. Mas a frustração e ansiedade de quem não recebe uma resposta imediata é um pouco parecida. Na verdade, ninguém é obrigado a ficar plugado 24 horas no seu celular ou disposto a pular sobre ele quando pisca ou soa um alerta. Alguns minutos, às vezes algumas horas, são aceitáveis quando o assunto permite e quando quem envia a mensagem já sabe que quem a recebeu pode estar indisponível naquele momento. Mas, cuidado: antes de fazer da ferramenta um objeto de controle implacável e desperdício de tempo e energia, é bom combinar, entre a sua comunidade de whatsappers, uma forma sadia de operá-la. Lembre, antes de mais nada, que essa comunidade pressupõe uma certa intimidade e mútuo consentimento e siga algumas regrinhas básicas de civilidade digital:

  1. Seja breve, educada e precisa na mensagem.
  2. Não faça mais do que uma pergunta na mensagem. Se receber um “questionário”, avise que vai responder por e-mail, ligar ou conversar pessoalmente mais tarde.
  3. Respeite o sono do seu interlocutor .Se você acorda às 6 da manhã, isso não a autoriza a começar a disparar mensagens de madrugada (o mesmo vale para quem não dorme à noite). Para esses momentos de inspiração tardia ou matinal há e-mails, que serão abertos, lidos e respondidos quando a pessoa iniciar o seu próprio dia.
  4. Se a mensagem necessita de réplica e tréplica não é mensagem, é discussão, então melhor fazer por telefone ou pessoalmente.
  5. Se o assunto for mesmo urgente e não for possível esperar por uma resposta que tarda alguns minutos, não abarrote a caixa do interlocutor ou comece a “gritar”em maiúsculas. Apele para o telefone móvel ou fixo.
  6. Fique atento aos sinais azuis que informam que a pessoa recebeu antes de se angustiar pela demora da resposta (e que podem sempre ser desabilitados). Seu destinatário pode estar longe ou com o celular desligado (sim, essa possibilidade existe na vida real!)
  7. Antes de começar uma troca de mensagens via Whats, combine com seus interlocutores frequentes o formato e horários que podem ou querem recebê-las.
  8. Use o bom senso para entender quem do seu círculo de trabalho ou amizade faz uso constante e ágil da ferramenta. Mude a forma de comunicação com quem não é um usuário frequente dela ( e não leve nada disso para o lado pessoal).
  9. Evite, na medida do possível, a formação de grupos. Eles podem ser muito úteis quando usados profissionalmente para manter colegas distantes conectados em torno de um mesmo tema ou projeto, mas devem ser administrados com polidez e eficiência. Quando o tema não diz respeito a todos os envolvidos no grupo, as mensagens devem mudar para fóruns privados.
  10. Fuja, o mais rápido que puder, de “grupos festivos” que, a pretexto de marcar hora e local para determinado evento, transformam-se em fórum interminável de troca de piadas e/ou provocações que só tem graça nos primeiros 15 segundos e interessa a no máximo uma ou duas pessoas do  grupo. Se for “vítima” de uma situação assim, confirme logo (ou não) sua presença e peça licença para sair.

    Cynthia de Almeida é colunista de CLAUDIA e escreve semanalmente aqui no site. Mande sua dúvida de carreira para ela!

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