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Caso Biel: repórter assediada é demitida pelo iG e se manifesta

Jornalista diz que busca defender sua honra

Por Ligia Helena Atualizado em 21 jan 2020, 08h47 - Publicado em 22 jun 2016, 09h38

A repórter que denunciou o cantor MC Biel por assédio sexual e, dias depois, foi demitida pelo Portal iG se manifestou sobre o caso, por meio de um comunicado enviado pelos advogados que a defendem.

Segundo o comunicado, a jornalista optou por voltar ao trabalho poucos dias depois de ter sido autorizada a se licenciar de suas atividades por tempo indefinido, e não sabe qual motivo levou ao desligamento da empresa, na última sexta-feira (17). “Seu objetivo sempre será o de defender a sua honra como mulher e também de sua classe profissional”, diz o comunicado.

Além disso, o comunicado inclui um agradecimento ao apoio que tem recebido. Na segunda-feira (20) um grupo independente de jornalistas lançou um vídeo-manifesto e a campanha Jornalistas Contra o Assédio.

Entenda o caso

Uma repórter do Portal iG denunciou o cantor Biel por assédio sexual. Sucesso entre as adolescentes, Biel estava concedendo uma série de entrevistas para divulgar o novo CD, em maio deste ano, quando cometeu os ataques contra a repórter.

Em um primeiro momento, Biel disse que se pegasse a repórter, que tem a mesma idade que ele, a “quebrava no meio”. Depois, quando a repórter pediu para que ele comentasse as especulações sobre sua bissexualidade, ele questionou se ela queria que ele mostrasse “com atos e ações” que é heterossexual. Ainda chamou a repórter de “cuzona”, disse por telefone a um amigo que ela era “gostosinha” e perguntou se ela queria um ‘selinho’ – a repórter disse que não.

Todos os ataques foram gravados, alguns em vídeo e outros em áudio, segundo reportagem do Portal iG. A denúncia foi feita na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo. A repórter disse que fez a denúncia pelo direito de ser respeitada, e que não quer que nenhuma mulher, passe por isso, e nem ela mesma novamente.

O cantor prestou depoimento, e as próximas a serem ouvidas são as testemunhas. Depois disso a denúncia pode ser formalizada pelo Ministério Público.

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