Brasil é um dos 4 piores países da América para as mulheres

Más notícias para a gente: o Brasil amarga a 95ª posição do ranking do Fórum Econômico Mundial, e é o quarto pior país da América Latina para ser mulher.

Não é fácil ser mulher no Brasil. E se alguém ainda duvidava disso, o Fórum Econômico Mundial publicou um relatório analisando a situação das mulheres em 149 países. Neste ano Amargamos um vergonhoso 95º lugar, atrás de países como Rússia, Venezuela e Camboja. Na América Latina, os únicos países que oferecem condições piores para as mulheres são Paraguai, Guatemala e Belize.

Para a produção do relatório, quatro tópicos principais foram avaliados: a participação econômica, o desempenho educacional, a saúde e sobrevivência e o empoderamento político das mulheres. Enquanto o Brasil tem boa perfomance nos quesitos educação e saúde, o que nos puxa para baixo são a participação econômica (92º) e empoderamento político (112º).

O processo em busca da igualdade entre gêneros pode ser lento, mas em 2018 alguns países deram o exemplo do avanço e entraram para o ranking das dez nações que garantem mais direitos às mulheres. Enquanto os 4 primeiros lugares pertencem aos tradicionais países nórdicos Islândia (1º lugar pelo 10º ano consecutivo), Noruega (2º), Suécia (3º) e Finlândia (4º), o quinto lugar é o que se pode chamar de surpresa.

 

A Nicarágua ultrapassou Ruanda e ocupa a quinta posição da análise. O mais surpreendente é que, em comparação com o primeiro relatório feito em 2006, Nicarágua subiu 57 posições (o Brasil, tragicamente, caiu 28 posições). Pela sétima vez a Nicarágua é o país que tem a menor diferença entre homens e mulheres dentro da América Latina e em comparação com o Caribe também.

Outra estreante no top 10 é a Namíbia, que subiu três lugares e se tornou a décima nação com condições favoráveis às mulheres – diminuiu em 79% a diferença entre gêneros. Essa evolução fez com que esse país se tornasse o segundo da África Subsaariana a pertencer a esse ranking – o primeiro é Ruanda.

Veja o top 10:

1. Islândia – Nota: 0.858 

2. Noruega – Nota: 0.835

3. Suécia – Nota: 0.822

4. Finlândia – Nota: 0.821 

5. Nicarágua – Nota: 0.809

6. Ruanda – Nota: 0.804

7. Nova Zelândia – Nota: 0.801

8. Filipinas – Nota: 0.799

9. Irlanda – Nota: 0.796

10. Namíbia – Nota: 0.789

Com a análise de cada item, o levantamento concluiu que as diferenças entre gêneros demorarão para serem supridas, principalmente, no quesito de participação econômica. Isso é perceptível quando apenas 34% dos gestores globais são mulheres. Portanto, estima-se que 202 anos serão necessários para mudar esse cenário.

A segunda categoria que mais exigirá tempo para apresentar índices menores de desigualdade entre gêneros será a de empoderamento político. Há a previsão de que 107 anos serão essenciais para que ocorra a mudança por completo. Atualmente, apenas 18% dos ministros são mulheres e em seis países dos 149 analisados, figuras femininas não ocupam funções ministeriais.

A grande vitória está no âmbito do desempenho educacional. A diferença entre gêneros nessa área é de apenas 5% e estima-se que serão necessários apenas 14 anos para supri-la.

Quer ver o relatório na íntegra? Você pode acessá-lo aqui (em inglês).