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As principais causas da gravidez precoce

Manter um diálogo franco com os filhos é a melhor forma de ajudá-los a evitar uma gravidez antes da hora e outras ciladas

Por Redação M de Mulher
5 fev 2013, 21h00 • Atualizado em 16 jan 2020, 04h46
Reportagem: André Biernath / Edição: MdeMulher (/)
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  • A camisinha protege contra doenças do sexo e evita a gravidez. Pode ser usada junto com a pílula, que deve ser receitada pelo médico
    Foto: Getty Images

    Informações sobre as consequências de transar sem camisinha estão por toda parte, mas os adolescentes às vezes parecem não dar bola para o assunto. Com isso, correm o risco de pegar uma DST (doença sexualmente transmissível), como a Aids, e de virar pai ou mãe muito cedo. Segundo o Ministério da Saúde, de cada 10 crianças que nascem no Brasil, duas são filhas de adolescentes. Além do impacto que colocar um ser no mundo provoca na vida de um jovem, há os prejuízos à saúde que acompanham uma gravidez precoce (até os 18 anos, os riscos de a garota ficar anêmica e ter pré-eclâmpsia, uma complicação que pode levar à morte, são maiores que entre as adultas). Para que seus filhos fiquem longe dessa encrenca, ensine-os, desde cedo, a agir com responsabilidade em todos os campos da vida, não só no sexo.

    As principais causas da gravidez precoce

    Medo de perder o namorado

    Muitas garotas, ainda inseguras, topam abrir mão da camisinha por medo de perder o namorado. O papel dos pais é fortalecer a autoestima delas para que consigam dizer “não” e orientar os garotos a nem pensar em sexo sem proteção. Nas conversas da família deixe claro que evitar uma gravidez não é responsabilidade só da menina. É do menino também!

    Imaturidade

    Adolescentes acreditam que coisas “ruins”, como tirar zero se não estudar ou engravidar se transar sem camisinha, só acontecem com os outros. Relembre-os de que todo ato tem consequência.

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    Bebedeiras

    Depois de beber demais ou usar drogas proibidas, as chances de ir pra cama com alguém e não pensar em proteção são maiores. Diga que agir com lucidez é a melhor forma de se resguardar de perigos.

    Uso errado da pílula do dia seguinte

    Para que os pais não descubram a cartela de anticoncepcional na bolsa ou para fugir desse compromisso diário, as meninas substituem a pílula tradicional pela do dia seguinte toda vez que transam sem camisinha. Um perigo! A estratégia é arriscada porque pode provocar problemas de saúde. E a eficácia desse método diminui com seu uso constante. Alerte sua filha.

    Crença em métodos furados

    Existem adolescentes que acreditam que fazer tabelinha, evitando sexo no “provável” período fértil do mês, ou o método do coito interrompido (quando o homem ejacula fora da vagina) são formas seguras de evitar a gravidez. Pura balela, esses métodos são furadíssimos. Procure abastecer seus filhos de informações confiáveis sobre o assunto. Há livros ótimos sobre o tema! Pesquise.

    Abra sua cabeça

    Avalie seu olhar sobre sexo antes da conversa

    Não é fácil deixar preconceitos de lado, mas, se você vê sexo como algo sujo ou inadequado para adolescentes, reveja seus conceitos. Os jovens transam, sim. No Brasil, começam, em média, aos 15 anos.

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    Crie uma relação amistosa

    Estar aberta ao diálogo (sobre sexo ou qualquer outro tema) e responder às curiosidades sem violência ou crítica faz com que crianças e adolescentes se sintam seguros para compartilhar dúvidas. É preciso deixar brechas para que eles nos procurem quando sentirem necessidade.

    3 atitudes para se pensar

    1. Considere levar sua filha ao ginecologista

    Não há regra sobre a hora ideal, mas a primeira menstruação pode ajudar a tocar no assunto. Se ela não topar, ofereça-se a acompanhá-la quando ela se sentir pronta.

    2. Procure um ambulatório de planejamento familiar

    Nesses locais são distribuídos anticoncepcionais de graça. Diga para seus filhos também buscarem ajuda nesses lugares e ensine-os que não é preciso ter vergonha.

    3. Oriente também os meninos

    Eles têm a mesma parcela de responsabilidade e não nascem sabendo tudo sobre sexo, como muitos pensam.

    Fonte: Imacolada Marino Tozo, psicóloga e terapeuta sexual
     

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