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Aquela história de sexo frágil…

Nós carregamos companheiros doentes por anos. E ainda choramos quando eles partem

Por Xênia Bier (colunista) Atualizado em 21 jan 2020, 22h59 - Publicado em 12 Maio 2015, 06h00

Somos criadas para acreditar que os homens são fortes e suportam qualquer coisa, mas na prática não é bem assim. Recentemente a nossa revista AnaMaria publicou uma nota interessante e eu gostaria de compartilhar mais com a cara leitora: o texto dizia que uma socióloga norte-americana fez uma pesquisa com 2 mil casais, a qual comprovou que, quando as mulheres adoecem gravemente, as chances de seu casamento chegar ao fim são maiores de que quando os maridos adoecem. Em palavras duras, porém verdadeiras: os homens se mandam. Não estão preparados emocionalmente para a realidade. E pensar que são eles considerados o sexo forte!

Gente, quanto mais velha fico, mais me dou conta da minha idiotice do passado. Como olhar para o homem como fortaleza! A idiota aqui não percebia que a força era minha. Era eu quem remava o barco e o levava até a praia! Não, não sou inimiga dos homens. Tenho grande ternura por eles, não nego meus amores, minha vivência afetiva com eles. Mas hoje eu olho para esses companheiros de viagem aqui na Terra como eles são realmente. Imaturos, inseguros, dependentes, crianças grandes, que se encantam só pelo visual, e seu pênis é sua vida… Nós, mulheres, carregamos companheiros doentes por anos. E ainda choramos quando eles partem! Quer saber? Que grandes bobonas somos nós. Nos apequenamos não acreditando em nossa capacidade de levar a vida adiante sozinhas. Quando, na verdade, já estamos levando.

 

Esse texto representa a opinião da colunista e não necessariamente reflete a opinião da revista ANAMARIA.

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