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1 em cada 3 mulheres assassinadas em SP é morta pelo marido

Ao todo, 272 mulheres foram mortas no estado durante o primeiro semestre de 2017. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública.

Por Giovana Feix
22 ago 2017, 16h28 • Atualizado em 15 abr 2024, 13h49
Protestante em São Paulo durante o Dia da Mulher, em março de 2017. (Victor Moriyama/Freelancer/Getty Images)
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  • Divulgados pelo telejornal SPTV nesta terça-feira (22), dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo comprovam a importância da existência do termo feminicídio e do debate acerca do tema: das 272 mulheres assassinadas no estado durante o primeiro semestre deste ano, 93 foram mortas pelos próprios maridos. Estas últimas representam, portanto, cerca de um terço das mulheres que foram mortas.

    Além disso, as mulheres representam 70,1% das vítimas nos homicídios que acontecem entre casais. De acordo com levantamento realizado pelo telejornal, pelo menos 19 mulheres foram assassinadas na Grande São Paulo só nos últimos três meses.

    Em âmbito nacional, os dados são semelhantes

    De acordo com o Mapa da Violência 2015, 33,2% dos assassinos de mulheres brasileiros no ano em questão foram parceiros amorosos – sejam eles atuais ou antigos.

    Leia mais: 503 mulheres sofrem ataques físicos a cada hora no Brasil

    Nos Estados Unidos, as proporções são ainda mais impactantes: de acordo com pesquisa divulgada em julho pelo Centers for Disease Control and Prevention, agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do país, dentre os homicídios de mulheres que aconteceram entre 2003 e 214 e cuja causa é conhecida, 93% encontra em namorados, maridos ou amantes os culpados.

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    Feminicídio – o que é?

    O termo vem da palavra “feminicide”, em inglês, e foi reconhecido pela lei brasileira durante o governo Dilma Rousseff, que sancionou a lei 13.104 em nove de março de 2016. Um homicídio pode ser considerado feminicídio quando ele acontece especificamente pelo fato de a vítima ser uma mulher.

     

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