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1 em cada 10 jovens é vítima de bullying frequente

O Pisa avalia o desempenho de alunos em matérias escolares mas, nesta semana, divulgou dados sobre o bem-estar dos estudantes

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21 abr 2017, 08h50 • Atualizado em 15 abr 2024, 16h09
 (ThinkStock/)
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  • Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgados na última quarta-feira (19) apontam que, no Brasil, aproximadamente um em cada dez estudantes é vítima frequente de bullying nas escolas. Cerca de 17,5% dos alunos brasileiros na faixa dos 15 anos disseram sofrer alguma agressão física ou psicológica, ser alvo de piadas e boatos maldosos, ser excluídos propositalmente pelos colegas, não sendo chamados para festas ou reuniões algumas vezes por mês.

    Na última edição, de 2015, foram 72 países e economias analisadas. Participaram desta edição 540 mil estudantes de 15 anos que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos de 72 países. São 35 países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e 37 economias parceiras, entre elas o Brasil.

    No Brasil, 7,8% dos estudantes disseram ser excluídos pelos colegas; 9,3%, ser alvo de piadas; 4,1%, serem ameaçados; 3,2%, empurrados e agredidos fisicamente. Outros 5,3% disseram que os colegas frequentemente pegam e destroem as coisas deles e 7,9% são alvo de rumores maldosos. Esses dados colocam o Brasil em 43º colocado no ranking de índice de exposição de bullying — com 53 países.

    Já no quesito ansiedade, 80,8% disseram ficar muito ansiosos mesmo quando estão bem preparados para as provas. Perdendo, apenas, para a Costa Rica.

    “Esses resultados sugerem a necessidade de relações mais fortes entre escolas e pais para que os adolescentes tenham o apoio de que necessitam, acadêmica e psicologicamente. Essa aproximação poderia contribuir muito para o bem-estar de todos os alunos”, diz o relatório obtido pelo Huffington Post Brasil.

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    A boa notícia é que, por outro lado, os estudantes brasileiros estão acima da média no quesito satisfação com vida: 44,6% dizem que estão muito satisfeitos, enquanto a média mundial é 34,1%.

    Pais e professores

    Neste caminho, o documento também aponta alternativas para se alcançar a queda dos números ruins. Com o apoio dos pais e responsáveis, por exemplo, os estudantes têm duas vezes menos chance de se sentir sozinhos na escola e são 3,4 vezes menos propensos a estar insatisfeitos com a vida.

    Já aqueles que têm pais interessados nas atividades escolares são 2,5 vezes mais propensos a estar entre as notas mais altas da escola e 1,9 vezes a estar muito satisfeitos com a vida.

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    Consequências do bullying

    Segundo Luca Sinesi, diretor da Plan International – ONG responsável pela campanha “Chega de Bullying – Não Fique Calado”–, os jovens que praticam o bullying estão mais propensos a se tornarem adultos com dificuldades para respeitar regras e podem desenvolver dependência em álcool ou em outras substâncias químicas.

    Para as vítimas, as agressões também podem prejudicar seu desenvolvimento pessoal. “No caso das vítimas, há um leque enorme de consequências, da queda de rendimento escolar e da dificuldade em fazer amigos ao isolamento, tristeza, depressão, ansiedade e abandono”, explica Sinesi.

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