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93% das jovens já quiseram mudar o corpo após ver vídeos nas redes

Entenda como a pressão das redes sociais modelam o mercado de procedimentos estéticos

Por Ana Luiza Bezerra
11 mar 2026, 15h11 •
Com os olhos fechados, uma mulher aparece com marcações pontilhadas desenhadas no rosto, indicando áreas comuns de intervenção estética, como pálpebras, nariz e mandíbula, em referência a possíveis procedimentos faciais.
93% das jovens entre 18 e 24 anos desejam realizar intervenções estéticas (Reprodução/Freepik)
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  • Em algum momento da sua vida, você provavelmente já se pegou querendo mudar algo em si após assistir a uma sequência de vídeos de influenciadoras com corpos “perfeitos”. Saiba que isso não é exatamente uma grande coincidência ou “mágica” — é resultado de um fenômeno já estudado.

    A pesquisa inédita “Tudo no seu tempo”, realizada pelo Instituto Plano de Menina em parceria com a marca de dermocosméticos État Pur, revela que 93% das meninas entre 18 e 24 anos afirmam ter vontade de realizar algum procedimento estético ou cirurgia plástica. E, em muitos casos, esse desejo está diretamente relacionado ao que elas consomem diariamente nas redes sociais.

    A comparação constante nas redes sociais

    Entre os fatores que impulsionam esse comportamento, a comparação aparece como um dos mais fortes, representando 71% das respostas da pesquisa.

    “Você olha e sente que nunca está no mesmo nível. Parece que mudar o corpo é o único jeito de se sentir melhor”, relata uma das entrevistadas do estudo.

    A partir dessa lógica, em que o padrão estético parece estar sempre mudando e se tornando cada vez mais exigente, o mercado de estética passa a oferecer soluções rápidas, acessíveis e muitas vezes apresentadas como necessárias para se encaixar nesses padrões.

    O processo muitas vezes começa de forma sutil: uma mudança na rotina de skincare, um procedimento minimamente invasivo, um preenchimento labial ou a aplicação de botox. Com o tempo, porém, a busca por “melhorias” pode se tornar contínua, levando algumas pessoas a aderirem a uma sequência de intervenções.

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    Uma mulher aparece em close enquanto um profissional, usando luvas médicas, aplica uma injeção estética na região da testa. A imagem ilustra procedimentos minimamente invasivos, como aplicações de botox, cada vez mais populares em tratamentos estéticos.
    17% das mulheres entrevitadas avaliam a própria autoestima como baixa ou muito baixa (Reprodução/Freepik)

    Procedimentos estéticos cada vez mais normalizados

    Outro ponto que chama atenção é que essa cultura de procedimentos vem sendo cada vez mais normalizada entre mulheres jovens.

    Se, anos atrás, o botox era associado principalmente a mulheres mais maduras que buscavam suavizar sinais visíveis do envelhecimento, hoje o cenário mudou. Com a popularização do chamado “botox preventivo”, mulheres na faixa dos 20 anos passaram a recorrer ao procedimento com a promessa de evitar o surgimento de rugas no futuro.

    O tema ganhou ainda mais repercussão recentemente após comentários da apresentadora Luciana Gimenez, que reacenderam o debate nas redes sociais e também entre especialistas da área da saúde sobre os limites e a real necessidade de procedimentos estéticos cada vez mais precoces.

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    Quando a busca por perfeição impacta a autoconfiança

    E todos esses fatores revelam um dado ainda mais alarmante, já que, entre os procedimentos mais desejados pelas entrevistadas, estão intervenções consideradas mais invasivas, como rinoplastia (22%), colocação de silicone (19%) e lipoaspiração (15%).

    “Quando um número tão expressivo de meninas tão jovens manifesta o desejo de realizar procedimentos estéticos, entendemos que o cuidado precisa ir além da pele. Esses dados nos convocam a agir com responsabilidade”, aponta Juliana Valeriano, diretora de marketing do Grupo NAOS Brasil.

    Outra mulher é mostrada com marcações abaixo dos olhos enquanto uma mão com luva médica toca a região, simulando o planejamento de um procedimento estético voltado para a área das olheiras.
    A comparação aparece como um dos principais influenciadores da autoestima feminina (Reprodução/Freepik)

    E esse desejo por grandes mudanças acaba esbarrando também na construção da autoestima dessas mulheres, que majoritariamente consideram ter um nível mediano (55%) de autoconfiança, enquanto 17% a avaliam como baixa ou muito baixa.  57% consideram a aparência como um dos fatores que mais influenciam essa percepção.

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    Para Vivi Duarte, fundadora e presidente do Instituto Plano de Menina, a influência das redes sociais nesse processo é evidente, provando que talvez o maior desafio não seja apenas decidir o que mudar no espelho, mas conseguir reconhecer o que, de fato, ainda é uma escolha própria.

    “É inegável como a ‘vida perfeita’ e o ‘corpo ideal’ exibidos nas redes sociais influenciam na autoestima e nos desejos das adolescentes e jovens mulheres. No Instituto, puxamos frequentemente essas pautas para lembrá-las de que as redes sociais nem sempre refletem a vida real. Viver tentando se adequar ao padrão, alimentando essa comparação constante, cobra um preço caro: além de comprometer a autenticidade, desvia a atenção da construção da própria vida e realidade”, afirma.

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