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Será que sua fome é emocional? Conheça 5 maneiras de identificar

Sempre beliscar entre refeições e lanches ou comer demais repetidamente pode indicar um problema na alimentação que repercute negativamente na saúde.

Por Raquel Drehmer Atualizado em 15 jan 2020, 22h56 - Publicado em 6 mar 2019, 23h48

Café da manhã, almoço e jantar, além de um lanchinho leve no meio da manhã e outro no meio da tarde, são as refeições indicadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela maioria absoluta dos especialistas em nutrição. Mas e aquela vontade irresistível de dar uma beliscadinha – ou beliscadona – entre o lanche e a refeição, como fica?

Se for raríssima e rolar muito de vez em quando, tudo bem. Mas se for algo repetitivo, que acontece sempre que aumenta o estresse ou quando há uma mágoa a ser afogada, por exemplo, é preciso ficar atenta: são altos os riscos de ser um caso de fome emocional, o que não é nada legal.

A busca incessante por conforto na comida faz com que a pessoa coma mais do que seu corpo precisa, o que pode levar a problemas de saúde como o descontrole do colesterol e o diabetes. “É necessário mudar esse gatilho mental, pois comida não é calmante e não deve ser uma válvula de escape”, afirma a nutricionista especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do livro “Código Secreto do Emagrecimento”.

Além disso, quando não é levada a sério, a fome emocional pode evoluir para o TCA (transtorno compulsivo alimentar), caracterizado pela ocorrência de uma vontade incontrolável de comer muitas vezes ao dia ou em quantidades gigantes a cada refeição ou lanche. Para ser considerada TCA, a situação deve se repetir pelo menos uma vez por semana ao longo de três meses.

O ideal é tratar a raiz do problema para conseguir comer de forma adequada e saudável. Com a ajuda de Gladia, da nutróloga Nathalia Duarte (do Instituto Lerner) e da coach Marina Weisshaupt (também do Instituto Lerner), trazemos aqui cinco pistas que podem lhe ajudar a identificar se o caso é realmente de fome emocional. Se for, é importante procurar a ajuda de uma especialista para resolver a questão tanto pelo lado físico (ingestão correta de nutrientes) quanto pelo psicológico (ajuste das condições que levam ao comer compulsivo).

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Sentimento de culpa depois de comer muito ou fora da hora

Depois do alívio momentâneo conquistado durante a mastigação, vem a bad. Um sentimento de culpa e de questionamentos do tipo “por que comi esse saco de batatinhas inteiro?”, “eu não precisava ter comido três pedaços de bolo!”. A pessoa se sente fracassada por não ter controle sobre sua alimentação.

Comer escondido

Pode ser que ninguém esteja olhando ou prestando atenção, mas aquele sentimento de culpa e de fracasso faz com que a pessoa passe a comer longe das outras. Se for o caso de beliscos fora de hora, vai fazer isso na porta da geladeira, quando ninguém estiver circulando pela casa/pela cozinha do trabalho, ou até no banheiro; quando o lance é fazer refeições desnecessariamente imensas, vai evitar almoçar com colegas ou amigos.

Fome emocional - comer escondido
demaerre/Getty Images

Compensação para estresse, tristeza ou insatisfação

Dias puxados no trabalho, relacionamentos complicados, raiva por não ter conseguido algo (de um ingresso para um show a um aumento de salário, ou seja, qualquer coisa que cause contrariedade) são algumas das razões que podem despertar a fome emocional. Nesse estado mental, a pessoa deixa de produzir serotonina e dopamina (hormônios do prazer) e “se permite” compensar com comida.

“Desejos” por alimentos calóricos

A fome emocional nunca é saciada por três maçãs: ela sempre “pede” bolo, pão, doces como brigadeiro ou quindim… Tudo que for pesado, calórico e cheio de gorduras, para compensar a deficiência da produção dos hormônios da felicidade mencionada ali em cima.

Comer até se sentir mal

Em casos mais avançados, a pessoa só para de comer quando começa a se sentir fisicamente mal. Enjoos, náuseas e até episódios de vômito são comuns.

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