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Selfite: obsessão por selfies é considerada distúrbio mental

Entre os fatores que provocam as condições, estão falta de autoconfiança e necessidade de sentir parte de um grupo

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15 dez 2017, 16h00 • Atualizado em 15 dez 2017, 16h06
  • Em 2014, o termo ‘selfite‘ foi usado em uma notícia norte-americana falsa que dizia que a obsessão por selfies era considerada transtorno mental pela Associação Americana de Psiquiatria. No entanto, o que era um fake news acabou sendo comprovado por um estudo da Universidade Nottingham Trent, na Inglaterra, em parceria com a Escola de Administração Thiagarajar, da Índia.

    “Tal como acontece com o vício em internet, os conceitos de selfite e vício em selfies começaram como um engano, mas pesquisas recentes, incluindo o presente trabalho, começaram a valer empiricamente sua existência”, escreve o psicólogo Mark Griffiths no artigo.

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    Vários grupos focais com 200 pessoas foram analisados para descobrir que fatores poderiam provocar a obsessão pro selfies. A partir disso, foi criado uma pesquisa parar ser respondida por 400 pessoas que vivem na Índia, uma vez que o país é que o que mais tem usuários no Facebook, bem como é o local onde mais pessoas morrem tentando tirar selfies em lugares arriscados.

    Como resultado, foram encontrados três níveis de selfite. Os casos considerados iniciais são pessoas que tiram selfies pelo menos três vezes por dia, mas não as publicam nas redes sociais. Em seguida, está a fase “aguda” do distúrbio, na qual as fotos são postadas. No terceiro estágio, o “crônico”, as pessoas sentem um impulso incontrolável de tirar fotos de si mesmo 24 horas, publicando-as mais de seis vezes ao dia.

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    Entre as causas da condição foram apostadas necessidade de atenção, falta de autoconfiança, e interesse em ampliar seu status social para se sentir parte de um grupo.

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    “Agora que a existência da condição parece ter sido confirmada, espera-se que novas pesquisas sejam realizadas para entender mais sobre como e por que as pessoas desenvolvem esse comportamento potencialmente obsessivo, assim como o que pode ser feito para ajudar as pessoas mais afetadas “, disse o médico Janarthanan Balakrishnan ao jornal britânico Telegraph

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