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“Saia para correr. E esvazie a mente”

Acompanhe a minha coluna e descubra que é possível, sim, praticar atividade física e viver de forma mais saudável mesmo no agito do dia a dia

Por Aline Gomiero
Atualizado em 12 abr 2024, 14h28 - Publicado em 7 jul 2016, 12h36

É possível praticar atividade física e viver de forma mais saudável mesmo no agito do dia a dia? Para provar que sim, eu aceitei o desafio da Mizuno e estou participando do #ProjetoCorrida. Como contei na última coluna, comecei a treinar com a assessoria esportiva Run&Fun e prometi dividir meus avanços e conquistas aqui no portal da revista CLAUDIA. 

Esvaziando a mente!

Nas últimas semanas, algumas mudanças (boas) que aconteceram no trabalho me deixaram mais ansiosa do que o normal. A ansiedade não me deixou dormir, nem me alimentar direito. E é claro que eu senti o reflexo de tudo isso no meu corpo. No dia de treinar, acordei indisposta, sem vontade de ir. Chegando lá, animei ao ver empolgação dos colegas. Mas, assim que comecei a correr, respirei rápido demais e irregularmente. E isso me deixou exausta. Tentei, então, prestar mais atenção na sincronia da minha respiração com as passadas e modifiquei o ritmo. Repetia um mesmo mantra na mente: “Inspire pelo nariz contando até quatro, segure contando até quatro, expire pela boca contando até quatro, segure contando até quatro e repita”. Senti que isso ajudou a diminuir minha frequência cardíaca e, consequentemente, me distrair das preocupações. Nessa noite, dormi muito bem.

Enquanto você corre, o corpo libera poderosas substâncias químicas, que são jogadas na circulação. A endorfina, a serotonina  – os neurotransmissores do prazer – levam a uma sensação deliciosa de satisfação e de confiança. Como a corrida me trouxe a sensação de bem-estar que precisava, resolvi repetir a dose no final de semana. Corri sábado e domingo. Mas senti que exagerei. Não segui exatamente o meu treino. 

 

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Nossa repórter @agomiero continua firme e forte na missão! Ela topou o desafio de começar a correr e está empenhada em levar esse projeto para a frente! Se inspirou? O diário de treinos e experiências está indo ao ar lá em www.claudia.com.br! Run, Aline, run! #projetocorrida #healthylifestyle #running

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Na terça-feira acordei um pouco resfriada, mas mesmo assim fui na sessão de reeducação funcional com o fisioterapeuta Fabio Bessa na CareClub. Esse acompanhamento profissional está sendo muito importante para a minha evolução. Durante a corrida, os erros de movimentos são repetidos tantas vezes que podem gerar lesões. “Identificamos e buscamos corrigir esses erros, que são a causa de alguns problemas comuns, como dor na panturrilha”, explica Fabio. Estamos trabalhando meu corpo para ajudar a ter mais estabilidade na região do core (quadris, tronco, abdome) e ganhar potência e controle sobre a flexão das pernas durante a corrida (contarei mais sobre esse processo na próxima coluna).

Fiz uma série de exercícios repetidos alternado com trechos de corrida com o Fábio. Durante a tarde, comecei a sentir meu corpo pesado, mas não me preocupei e não deixei de ir treinar a noite. O Lucas Janes, meu treinador, notou que não estava no meu melhor dia e passou uma meta bem tranquila: fiz 20′ de caminhada, corri 10′ alternando (2′ caminhada + 3′ trotando) e finalizei com caminhada e alongamento. Na hora de ir pra casa, ele pediu para eu me hidratar e alimentar direito. Segui as recomendações. No dia seguinte, acordei bem. O Lucas até mandou mensagem perguntando como eu estava e respondi que me sentia ótima. Mas, na madrugada, a gripe veio com força e me derrubou. Os sintomas comuns (febre, coriza, dor no corpo, dor de garganta…) indicaram que as minhas defesas estavam no limite. Paralelo a isso, recebi o resultado dos exames ergoespirométrico e de sangue que tinha realizado no início do mês. Tudo indica que estou bem. Apenas precisei me medicar – e desacelerar para conseguir me recuperar com calma. 

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Conhecendo meu corpo. Conhecendo meu limite!

Não há dúvida: a prática regular de atividade física melhora a saúde e fortalece o sistema imunológico. Com a quantidade certa de exercício, você tende a ficar menos doente e desacelerar o declínio na função imune. Mas, no começo, é importante entender a “quantidade certa”. Percebi que há um limite em que o estresse que a corrida impõe ao corpo realmente nos deixa mais susceptível a doenças. Eu, como uma iniciante, estava consideravelmente nessa zona de alerta. A minha imunidade foi para o chão. O que é muito comum quando você começa a praticar alguma atividade física depois de muito tempo parada. 

Depois de uma semana sem correr, voltei para a prática me sentindo melhor. Mas fui aos poucos. Meu último treino foi ainda mais tranquilo. “Escutar o seu corpo é a melhor coisa. Se você se sentir mal, pare na hora, diminua o ritmo. Não tem problema só caminhar”, aconselhou Ana Claudia Hirasawa, educadora física que também está me acompanhando no Projeto.

De fato o despertar para a corrida é muito interessante porque você vai, aos poucos, conhecendo a si mesma. É gratificante, por exemplo, completar um quilômetro a mais depois de alguns treinos. E, mais ainda, entender quais são os seus limites. Por isso, já aprendi que os meus objetivos não podem exigir mais do que eu posso concretizar.

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Acompanhe meu diário por aqui: #ProjetoCorrida

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