Ressaca de Carnaval: saiba o que realmente ajuda (e o que só piora)
Médica nutróloga desmistifica a ressaca, explica seus efeitos no corpo e ensina a recuperar a saúde
Para quem se aventura nas comemorações de Carnaval, o dia seguinte à folia pode cobrar seu preço. Dor de cabeça, náuseas, fadiga e dores no corpo estão entre os sintomas mais comuns da ressaca, um quadro de inflamação sistêmica provocado pelo consumo excessivo de álcool.
“As bebidas alcoólicas são metabolizadas em acetaldeído, uma substância tóxica que, em excesso, ativa mediadores inflamatórios, provoca alterações metabólicas e leva à desidratação”, explica a médica nutróloga Marcella Marcez. O resultado é um conjunto de sintomas que pode se assemelhar a um estado gripal.
Na tentativa de aliviar o mal-estar rapidamente, muitas pessoas recorrem a soluções caseiras ou hábitos que, em vez de ajudar, acabam piorando a ressaca. A seguir, a especialista explica o que realmente funciona — e o que deve ser evitado.
Vale a pena se medicar para ressaca?
Medicamentos populares como Engov e Epocler estão entre as opções mais usadas após a bebedeira, mas nem sempre entregam o efeito esperado. Segundo a nutróloga, esses produtos podem aliviar sintomas pontuais, como dor de cabeça ou desconforto digestivo, mas não promovem uma recuperação completa do organismo.
“Não há evidências científicas de que esses medicamentos curem a ressaca. O que pode ocorrer é apenas uma melhora sintomática”, afirma.
Os erros mais comuns após a bebedeira
Um dos equívocos mais frequentes é continuar bebendo álcool para tentar “curar” a ressaca. Essa prática prolonga a intoxicação e intensifica a inflamação do corpo. “Dormir pouco, ficar em jejum prolongado ou usar medicamentos sem orientação médica também pode agravar os sintomas”, alerta Marcella.
O que realmente funciona para aliviar a ressaca
Não existe uma fórmula mágica para curar a ressaca de forma imediata. De acordo com a especialista, o fígado metaboliza o álcool em uma velocidade fixa, que depende do tempo e da função hepática de cada pessoa. Ainda assim, algumas medidas ajudam a reduzir o desconforto e acelerar a recuperação.
A base do tratamento envolve hidratação adequada, alimentação leve e repouso. “Bebidas com eletrólitos auxiliam na reposição de líquidos, enquanto alimentos ricos em carboidratos complexos e proteínas ajudam a restaurar a energia”, explica. Analgésicos podem ser usados para aliviar sintomas, desde que com orientação médica.
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