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Quimioterapia combate o câncer, mas tem efeitos colaterais

Entenda como funciona o tratamento enfrentado por Bruna, personagem de Giulia Gam na novela "Ti-ti-ti"

Por Redação M de Mulher Atualizado em 20 jan 2020, 20h03 - Publicado em 10 ago 2010, 21h00

Giulia Gam interpreta a personagem Bruna na novela “Ti-ti-ti”
Foto: TV Globo/ Divulgação

Giulia Gam interpreta uma das personagens mais dramáticas da novela “Ti-ti-ti”, Bruna, uma mulher religiosa que sofre de câncer e, desde o início da trama, também sente as consequências do tratamento de quimioterapia.

Usada desde os anos 1940 para combater o câncer, a quimioterapia é composta de um coquetel de medicamentos que tenta impedir a proliferação rápida e desordenada das células doentes. Os remédios são aplicados em conjunto, pois cada um age numa etapa diferente do crescimento das estruturas cancerosas.

O tratamento tem duração variável, dependendo do tipo de tumor, e pode ser administrado de várias formas, desde via oral até intravenosa, segundo os médicos Marcelo Aisen, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, e Otavio Gampel, diretor do serviço de oncologia clínica do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Quimioterapia combate o câncer, mas tem efeitos colaterais

Bruna ao lado do marido Gustavo (Leopoldo Pacheco), na novela “Ti-ti-ti”
Foto: TV Globo/ Divulgação

O primeiro passo no combate ao câncer é a identificação de células que estejam se multiplicando rapidamente, comportamento típico das células cancerosas. As drogas quimioterápicas fazem esse reconhecimento por meio de agentes químicos que se ligam às estruturas responsáveis pela divisão celular.

Identificado o invasor, entra em ação um grupo específico de quimioterápicos, os antibióticos – eles barram atividades vitais da célula cancerosa, como a respiração celular, levando-a à morte.

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Outro grupo de remédios, chamados alquilantes, age diretamente no começo do processo de divisão celular. Eles impedem a replicação do DNA da célula doente, o que geraria uma nova estrutura maligna.

Se o DNA já se replicou, entram em cena os chamados inibidores mitóticos, quimioterápicos que ainda podem bloquear a divisão celular. Eles impedem que as metades dos cromossomos migrem em direção aos pólos e constituam uma célula nova.

Por outro flanco, os antimetabólitos atacam como espiões infiltrados. Eles imitam a estrutura de elementos da célula cancerosa, tomando o lugar da original. Só que eles não realizam a função da titular, sabotando a atividade celular do invasor, que é eliminado.

A quimioterapia tem efeitos colaterais específicos. Confira abaixo quais são:

Queda de cabelo
Como as células do cabelo se renovam sempre, e depressa, são identificadas pelos quimioterápicos como se fossem células tumorais. Por isso, em geral os pacientes ficam carecas.

Náuseas e aftas
As células das mucosas também se multiplicam constantemente, e acabam levando chumbo. O trato digestivo é afetado, provocando náuseas e vômitos, e é comum surgirem aftas na boca.

Anemia e hemorragia
Outras que sofrem são as células do sangue. As drogas matam hemácias, causando anemia, e glóbulos brancos e plaquetas, fragilizando o sistema imunológico e a capacidade de cicatrização.

*Com informações da MUNDO ESTRANHO

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