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Por que fazer tatuagem no verão requer cuidados redobrados

É, definitivamente, tattoo e sol não combinam!

Por Priscila Doneda - Atualizado em 16 jan 2020, 16h06 - Publicado em 2 abr 2018, 16h36

Quem adora tatuagens e não abre mão de eternizar aquele símbolo especial também não pode deixar de lado alguns cuidados essenciais. E isso vai desde a escolha do desenho (a gente separou vááááárias sugestões para você), da parte do corpo que será tatuada, do profissional, do estúdio e até mesmo da estação do ano.

De acordo com a Dra. Michele Haikal, antes de qualquer coisa, é importante lembrar que “A tatuagem, em qualquer época do ano, pode gerar queloide ou cicatriz hipertrófica [aquela que fica mais elevada]. Como é um pigmento que se deposita profundamente na pele, também há casos de intoxicação pela tinta usada”, explica a especialista.

No verão, em especial, quando apostamos em roupas mais leves e deixamos os corpos mais expostos, é necessário redobrar o cuidado com as tatuagens. Isso porque a estação mais quente do ano vem acompanhada de muito sol, piscina, sauna, areia e mar – que podem se tornar vilões dos tatuados.

SimonSkafar/Thinkstock/Getty Images SimonSkafar/Thinkstock/Getty Images

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Quando colocamos uma tatuagem feita há pouco tempo em contato com o sol, estamos também assumindo o risco de adquirir infecções ou manchas na pele e até mesmo de desbotar ou mudar as cores do desenho que foi feito. Como os pigmentos são colocados na pele através de um processo inflamatório, entrar em contato com a água do mar também pode maximizar as chances de adquirirmos infecções. “Não se deve entrar em qualquer tipo de área contaminada – como areia de praia, piscina e água do mar – até que cicatrize totalmente o local do procedimento. Isto pode durar de um a dois meses”, alerta a médica. “As infecções mais comuns em uma tatuagem são as bacterianas. Dependendo, elas podem até causar erisipela”, ressalta.

Para quem não quiser adiar a sua tattoo até a próxima estação, é recomendado não descuidar da higienização e abusar de protetores solares. A Dra. Michele, no entanto, aposta que somar o protetor solar físico (que tem origem metálica e reflete os raios) a uma vedação é a escolha ideal nesta ocasião. “A vedação pode ser feita com curativos e os melhores são os hipoalergênicos, semelhantes a filmes transparentes que são vendidos em lojas cirúrgicas. Antigamente, os protetores físicos eram aqueles que ficavam esbranquiçados na pele. Hoje, temos produtos com cor de base e também os micronizados, que ficam transparentes”, ensina. Sobre a eficiência deste tipo de protetor solar, ela ainda adverte: “Este é melhor que o químico porque impede os raios UVA, UVB, a radiação infravermelha e também a luz visível – e não só o UVA e UVB, como fazem os protetores químicos”.

Valentin_Manolov/Thinkstock/Getty Images Valentin_Manolov/Thinkstock/Getty Images

E tem mais: você não deve cuidar da sua tatuagem só quando estiver exposta ao sol – sendo ela nova ou antiga, viu? Longe dele, “deve-se hidratar a região com produtos bem emolientes e que impeçam a perda de água da pele”, orienta a médica. Isso porque a pele ressecada pode gerar descamação, o que prejudicará a qualidade de seu desenho!

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Que tal cuidar dos seus rabiscos queridos e aproveitar o verão pra valer? 🙂

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