“O dia em que eu aceitei o desafio de começar a correr”

Acompanhe o meu diário e descubra que é possível, sim, praticar atividade física e viver de forma mais saudável mesmo no agito do dia a dia

“A corrida é uma antidepressivo poderoso”. Esse é o título de uma das matérias de maior sucesso no portal da revista CLAUDIA. Em entrevista exclusiva, o médico (e maratonista!) Drauzio Varella admitiu que não é nada fácil deixar a preguiça de lado para praticar esportes, mas reafirmou a necessidade de uma mudança de hábitos para que possamos desfrutar bem a vida. Nada que eu já não soubesse. Mas o que realmente chama minha atenção é o fato de ele listar os inúmeros benefícios da corrida: “Você consegue ter mais disciplina, se preocupa mais com a alimentação, e ainda conquista uma sensação de autoconfiança muito grande”.  

Li e reli essa matéria inúmeras vezes. E fiquei com aquela vontade de começar a correr. Quando via as pessoas correndo no parque, logo pensava: ‘Todos que praticam o esporte parecem tão entusiasmados. Mas de onde vem tanta energia?”. O incentivo que eu precisava para responder essa questão chegou no último mês, quando a Mizuno me convidou para participar do #ProjetoCorrida e mudar meu estilo de vida nos próximos meses. 

Desafio aceito!

Serão cinco meses de acompanhamento esportivo e médico a fim de provar que é possível, sim, praticar atividade física e viver de forma mais saudável mesmo no agito do dia a dia. Para não desanimar no meio do caminho, tenho uma meta: correr uma prova de 5k em breve. Será que eu consigo?

Minha rotina inclui uma semana de trabalho como a de todo mundo, com oito horas diárias – fora alguns eventos que precisamos comparecer antes do expediente ou depois. Além disso, no começo do ano, resolvi me dedicar à uma pós-graduação que ocupa uma noite por semana com aulas e algumas horas de estudo espalhadas pelos outros dias. Não sou de São Paulo, então, alguns finais de semana, volto para casa da minha mãe, onde costuma bater aquela preguicinha. Só que nada disso é desculpa para fugir do exercício – pelo menos foi o que a primeira etapa do projeto me provou.

Fui conhecer o trabalho da equipe da Run&Fun, que irá me acompanhar, em São Paulo. De acordo com Mario Sérgio, diretor da assessoria esportiva, quem está começando a correr precisa de um acompanhamento profissional para controlar a frequência de treinos e corrigir a postura. Decidimos, então, que meus treinos acontecerão sob a coordenação do educador físico Lucas Janes duas vezes por semana no Parque do Povo. E mais uma vez por final semana, sem supervisão, em algum lugar diferente que eu escolher. Gosto da ideia de não ter um lugar específico e poder praticar a atividade quando bem entender, sem depender do local ou de equipamentos. Logo no domingo seguinte, convidei meu pai para correr comigo. Foi deliciosa a sensação de correr no fim da tarde com o pôr do sol.

Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal (/)

Primeiro dia

Comecei a correr numa terça-feira bem gelada. O termômetro marcava 13 graus às 19 horas. Cheguei mais cedo para conhecer o Lucas e poder me alongar com calma. Até que ele disse: “Faça uma caminhada rápida. Vou observar daqui”. Até aí, tudo bem! Voltei tranquila. “Agora, pode ir trotando”. Pensei: “Calma, Aline! O movimento é simples: basta colocar um pé na frente do outro, certo?” Sim, mas não é tão simples como parece. Passei a trotar e, em seguida, a correr. Mas fiz isso sem pensar e com uma pressa e ansiedade fora do normal. Logo nos primeiros passos, tive a sensação que estava correndo totalmente torta, não sabia o que fazer com as mãos e braços. Sem contar que fiquei com a respiração ofegante logo nos primeiros segundos. Para quem via de fora, parecia uma corrida bem esquisita.

Na volta do primeiro percurso, o Lucas me alertou: “Por que tanta pressa”? Ele explicou que para eu conseguir vencer os quilômetros sem perder o pique será necessário também exercitar a paciência e controlar a ansiedade. “O treinamento deve ser uma progressão gradativa”, disse. Por isso, nos primeiros treinos, é preciso alternar caminhada e trote. A ideia é que conforme eu for evoluindo essas proporções vão se invertendo até a corrida fluir naturalmente.

A educadora física Ana Claudia Hirasawa, que também acompanha o grupo, me passou dicas superimportantes: “Mantenha as mãos fechadas, mas sem tensão. Os braços devem ficar na posição de 90° e vão para a frente e para trás, sem cruzar o meio do tronco. Cuidado para não deixar os ombros tensionados. Relaxe!”.

No final do treino, o Lucas me explicou sobre a importância de aliar a corrida a exercícios de fortalecimento. A corrida por si só já é capaz de deixar a pessoa mais saudável, resistente e forte, mas para ganhar ritmo nas pistas, um trabalho anaeróbico é, sim, essencial. Torci o nariz, não nego! Logo eu que sempre fugi da academia, mas isso acabou. 

O meu treino (nas 3 primeiras semanas)

Para aquecer: Alongamento + 10 minutos de caminhada + 5 minutos de corrida leve

A corrida: 25 minutos alternando (3 minutos correndo e 2 minutos andando) 

Para terminar: 10 minutos de caminhada + alongamento

Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal (/)

Próximos “passos”

Decidimos, então, que para amenizar o impacto e reduzir o risco de lesões, farei exercícios funcionais ao menos uma vez por semana na academia da clínica esportiva CareClub. No início dessa semana, passei por uma consulta com o médico do esporte Gustavo Magliocca, que quis saber sobre meu histórico de saúde, além de pedir uma bateria de exames. Ele indicou que eu fizesse um teste de ergoespirométrico (corri na esteira usando uma máscara de oxigênio para medir quanto ar eu ‘uso’ enquanto me exercito). Com isso, meu treinador conseguirá estimar o ritmo mais confortável para eu correr sem ficar tão afobada quanto da primeira vez. Dr. Magliocca também sugeriu que eu fizesse uma avaliação com um fisioterapeuta (que vai acontecer na próxima semana). “Ter um acompanhamento é fundamental. As musculaturas mais exigidas nesse esporte são as das costas e das pernas. E quando você corre, coloca à prova ainda ligamentos, cartilagens, ossos e articulações”, explicou. Por isso, vamos dar bastante atenção a essas partes do corpo.

O que eu já aprendi?

O meu maior desafio será trabalhar a disciplina, pois é preciso persistência para conquistar um hábito novo (ainda mais em pleno inverno!). Em geral, já senti os benefícios do esporte nos primeiros dias, como maior disposição e melhora no humor. Também me sinto mais estimulada quando vejo as conquistas. Mas acredito que os resultados mais significativos aparecerão gradualmente. E contarei tudo por aqui! Vai me acompanhando a cada 15 dias e fica o convite: vem correr comigo!

Acompanhe meu diário por aqui: #ProjetoCorrida

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