Mulher é internada em estado grave após procedimento nos glúteos

Novo caso relacionado a procedimento estético aconteceu em São Paulo. A jovem, de 22 anos, já passou por três cirurgias e segue em hospital

Uma semana após a prisão do Dr Bumbum, no Rio de Janeiro, acusado pela morte da bancária Lilian Calixto, um novo caso de internação causada por um procedimento estético nos glúteos vem à tona. Desta vez, a vítima é a comerciante Adrielly Souza, de 22 anos, que está na UTI do Hospital das Clínicas, em São Paulo, desde o dia 15 de julho. O caso ainda está sob investigação da polícia.

De acordo com a família de Adrielly, ela contratou uma biomédica pelas redes sociais e se submeteu a uma aplicação de PMMA polimetilmetacrilato, substância usada para preenchimento, mas contraindicada para a região dos glúteos, no dia 4 de julho. As dores começaram a surgir e logo depois Adrielly foi internada. 

De acordo com o cirurgião plástico Giancarlo Dall’ Olio, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, a substância utilizada (o PMMA) é um produto composto por microesferas de um material parecido com acrílico e que se espalha pelo tecido da região após a aplicação. “Este tipo de preenchimento não é recomendado principalmente porque o polimetilmetacrilato não é absorvido pelo corpo e automaticamente endurece dentro da região aplicada como um cimento, causando complicações pela rejeição do organismo”, alerta. 

Especialistas explicam que o PMMA só deve utilizado em preenchimentos muito específicos, como na região da face, e mesmo assim com muita cautela e em raríssimos casos. São poucas as marcas aprovadas pela Anvisa. “Hoje em dia há outras técnicas mais seguras como ácido hialurônico, por exemplo. O PMMA nunca pode ser utilizado como um substituto do silicone, como é o caso de pacientes que buscam a técnica para aplicação nos glúteos, coxas e panturrilhas, principalmente porque a dose utilizada é muito maior do que de um simples preenchimento”, esclarece Giancarlo.

Em nota recente, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica alerta para os riscos da substância e da realização de procedimentos estéticos por profissionais não qualificados e reforça o serviço disponível em seu site para consulta de profissionais habilitados.