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O anticoncepcional falha. Qual a frequência e por que acontece?

Pílula, camisinha, anel, diafragma... Tire as suas dúvidas e escolha já o seu

Por Da Redação
15 dez 2016, 20h20 • Atualizado em 22 dez 2016, 18h41
Ted Morrison/Getty Images
Ted Morrison/Getty Images (/)
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  • Em novembro, a atriz Bruna Hamú, 26 anos, levou a público sua gravidez. Já na última segunda-feira (12), durante o programa Encontro com Fátima Bernardes, a jovem explicou que a notícia foi uma grande surpresa, já que tomava anticoncepcional  oral desde os 16 anos. “Dava uma segurança. Não sei o que aconteceu, se esqueci algum dia…”, comentou.

    De fato, segundo a ginecologista e mastologista Heliégina Palmieris, a falta de regularidade é o principal motivo de falha da pílula contraceptiva.  “Ela foi projetada para que seja administrada corretamente, o que significa tomar sempre no mesmo horário. Outro possível motivo são as interações medicamentosas, ou seja, remédios que interferem no metabolismo da pílula, como alguns antibióticos e antidepressivos”, explica.

    A especialista ainda menciona outras situações atípicas, como quadros de alterações gastroentestinais com a presença de diarreia e vômito. “Imagine que os 21 dias de uso da pílula são três blocos de sete dias – pensando na cartela mais comum. Se essa alteração acontecer no primeiro bloco, aquele ciclo esta todo prejudicado. Se acontecer no intermediário, isso é variável. Se acontecer no último, você continua protegida. Por precaução, vale fazer uso da camisinha até o próximo ciclo, caso não costume combinar métodos”, indica.

    Para ela, a associação de contraceptivos é a melhor opção para evitar um gestação indesejada. “Infelizmente, não existe nada 100% seguro. Nem mesmo a laqueadura ou a vasectomia. Por isso, usar mais de um método de proteção é o mais recomendado”, justifica a médica.

    Leia também: Trombose por anticoncepcional: “É raro, mas aconteceu comigo”

    Mas nem pense em fazer essa escolha por conta própria. Especialmente quando contêm hormônios, eles reservam suas contra-indicações. “O seu comprimido não é o mesmo da sua amiga. O seu DIU não é o mesmo da sua colega. É extremamente importante procurar um médico de confiança e conversar com ele sobre contracepção”, argumenta.

    A informação também é algo precioso: chegue no consultório preparada para debater o que é melhor e mais seguro para você. Abaixo, listamos 3 perguntas que você deve fazer ao seu médico na hora de escolher seu método contraceptivo:

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    Quais exames devem ser feitos antes de iniciar a contracepção?
    Quais são as contraindicações para este método? E os efeitos colaterais, existem?
    Em caso de complicações, quais sintomas merecem o alerta?

    Confira uma seleção de vantagens e desvantagens de cada método e marque uma consulta com o seu médico para encontrar qual é o melhor para você.

    Pílula anticoncepcional

    Índice de falha com uso perfeito: 0,3%

    Índice de falha com uso típico: 9%

    Vantagens: Altamente eficaz

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    Desvantagens: Pode haver redução da libido. Aumenta o risco de trombose.

    Contraindicação: Fumantes, obesas, quem tem enxaqueca com aura, pressão alta, diabetes e histórico pessoal ou familiar de doenças cardiovasculares

    Camisinha masculina

    Índice de falha com uso perfeito: 5%

    Índice de falha com uso típico: 21%

    Vantagens: Não possui efeitos colaterais e ainda previne doenças sexualmente transmissíveis

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    Desvantagens: Para algumas pessoas, torna o sexo menos prazeroso

    Contraindicação: Quem tem alergia ao látex

    Camisinha feminina

    Índice de falha com uso perfeito: 2%

    Índice de falha com uso típico: 18%

    Vantagens: A mulher controla o uso. Pode ser colocada horas antes da relação sexual e ainda previne doenças sexualmente transmissíveis

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    Desvantagens: Mais cara e de uso mais difícil que a versão masculina

    Contraindicação: Nenhuma

    Diafragma com espermicida

    Índice de falha com uso perfeito: 6%

    Índice de falha com uso típico: 16%

    Vantagens: Não tem os efeitos colaterais dos métodos hormonais

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    Desvantagens: Só pode ser retirado de oito a 12 horas após a relação

    Contraindicação: Mulheres com alergia ao látex ou que tiveram parto recente

    DIU de cobre

    Índice de falha com uso perfeito: 0,6%

    Índice de falha com uso típico: 0,8%

    Vantagens: Alta eficácia, duração de até dez anos

    Desvantagens: Pode aumentar o período e o fluxo menstrual e a intensidade das cólicas

    Contraindicação: Mulheres com mioma, inflamação pélvica, má-formação e sangramento uterinos

    DIU com hormônio

    Índice de falha com uso perfeito: 0,3%

    Índice de falha com uso típico: 9%

    Vantagens: A troca é feita uma vez por semana, com uma pausa de sete dias a cada 21

    Desvantagens: As mesmas da pílula

    Contraindicação: Fumantes, obesas e mulheres que têm enxaqueca com aura, hipertensão, diabetes e histórico pessoal ou familiar de doenças cardiovasculares

    Anel Vaginal

    Índice de falha com uso perfeito: 0,3%

    Índice de falha com uso típico: 9%

    Vantagens: Só precisa ser removido a cada três semanas

    Desvantagens: As mesmas da pílula

    Contraindicação: Fumantes, obesas e mulheres que têm enxaqueca com aura, hipertensão, diabetes e histórico pessoal ou familiar de doenças cardiovasculares

    Adesivo

    Índice de falha com uso perfeito ou típico: 0,2%

    Vantagens: Alta eficácia e duração de cinco anos

    Desvantagens: Escapes de sangue nos primeiros ciclos.

    Contraindicação: Mulheres com miomas, inflamação pélvica, sangramento uterino anormal, doenças do fígado, alguns cânceres, enxaqueca e trombose ou embolia pulmonar

    Implante subcutâneo

    Índice de falha com uso perfeito ou típico: 0,05%

    Vantagens: Alta eficácia e longa duração (três anos)

    Desvantagens: Pode causar escapes de sangue, dor de cabeça, variações de humor, náuseas, dor no local da implantação (o braço)

    Contraindicação: Em caso de doenças no fígado, alguns cânceres recentes ou hemorragia vaginal de causa não esclarecida


    Fontes:

    Critérios Médicos de Elegibilidade para Uso de Contraceptivos (OMS-2009); Anticoncepção – Manual de Orientação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo-2010); os médicos Marta Finotti e Thomaz Gollop.

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