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Marcha da Endometriose: a doença vai além de problemas para engravidar

Entenda o que é, quais são os sintomas e as consequências da endometriose, que afeta pelo menos 200 milhões de mulheres ao redor do mundo

Por Nathalia Giannetti
30 mar 2019, 09h00 • Atualizado em 15 jan 2020, 21h16
cute cartoon uterus on the blue background (Lin Shao-hua/Getty Images)
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  • Neste sábado (30), acontece a 6ª edição da EndoMarcha, que procura conscientizar as pessoas sobre endometriose e dar a voz a quem sofre com a doença. São mais de 70 países participando do movimento, incluindo o Brasil, no qual cerca 20 cidade são integrantes.  

    O evento reúne mulheres portadoras da doença, familiares, amigos e especialista na área que pedem atendimento digno às pacientes e políticas de facilitação de diagnóstico e tratamento.

    A endometriose, segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, atinge cerca de 6 milhões de mulheres no país e 200 milhões no mundo todo. 

    Ela é uma das principais causas da infertilidade e pode prejudicar bastante a sua qualidade de vida, mesmo que você não pense em engravidar.

    Mas o que é a endometriose?

    Antes de tudo, é preciso saber que tipo de doença é a endometriose.

    De natureza ginecológica, ela é causada pelo crescimento do endométrio. Essa mucosa que recobre a parte interna do útero acaba se estendendo para outras regiões do corpo.  

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    É importante lembrar que o tecido endometrial tem um papel essencial no sistema reprodutivo. Todo mês, ele aumenta de tamanho para fixar o embrião no útero e gerar uma gravidez, mas quando a fecundação não acontece, o endométrio precisa voltar ao seu tamanho de antes. Por isso, ele se solta das paredes do útero, dando origem a menstruação.  

    Quais são as causas?

    Segundo a Dra. Carla Iaconelli, especialista em reprodução humana, a ciência ainda não encontrou uma resposta exata sobre o que provoca a endometriose. No entanto, existem algumas teorias.

    “A primeira seria que células de outras regiões do organismo acabam se transformando em tecido endometrial”. Outra hipótese é sobre menstruação retrógrada, em que “o sangue menstrual segue o fluxo inverso, passando pelas trompas e levando células do endométrio”.

    Tem ainda a Teoria Imunológica. Na qual, falhas no sistema imunológico facilitam o surgimento da doença, uma vez que o organismo não reconhece o aparecimento de células estranhas em algumas partes do corpo.

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    Sintomas e complicações

    Lembra que o endométrio está totalmente relacionados a menstruação? Então, durante o ciclo menstrual, as partes desse tecido que estão fora do útero também vão sofrer alterações hormonais, sendo comuns cólicas intensas antes e ao longo do período de sangramento.  

    Dentre os sintomas usuais estão dor ao urinar, evacuar e durante relações sexuais, uma vez que o endométrio pode ficar alojado em órgãos relacionados a essas ações.

    A longo prazo, a endometriose pode trazer diversas complicações, entre elas a dor crônica, obstrução urinária e intestinal.  

    Fatores de risco

    Apesar de não haver certeza sobre qual é a principal causa da doença, já foi confirmado que existem alguns fatores que podem aumentar a sua chance de ter endometriose.

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    Preste atenção se você possui casos da doença na família, menstruou cedo demais (quanto maior o número de ciclos, maior o risco), é sedentária (quanto maior a produção de estrogênio, hormônio que pode ser controlado por atividades físicas frequentes, maior o risco), fuma e sofre de estresse (ambos prejudicam o sistema imunológico).

    Quando procurar ajuda médica?

    Se você estiver sentindo qualquer um dos sintomas descritos no outro tópico, vale a pena dar uma checada.

    Diagnosticando

    “Temos que fazer exames de imagem especializados para avaliar a localização e tamanho (ultrassonografia e ressonância magnética)”, conta a Dra. Carla Iaconelli. Mas ela alerta que cada caso é diferente, sendo às vezes necessário fazer exames mais detalhados para diagnosticar a paciente.

    Endometriose tem cura?

    Infelizmente, ainda não foi descoberta uma cura, mas existem uma série de tratamentos bastante eficazes

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    Como cada paciente é única, o tratamento também deve ser individualizado. Tudo depende do perfil da mulher. “Existe a paciente que deseja engravidar e a que não deseja, a que tem dores intensas e a que tem poucos ou nenhum sintoma.”

    Em linhas gerais, podemos citar o tratamento clínico e o cirúrgico. O primeiro pode ser feito através de medicação via oral, DIU medicado e injeções que bloqueiam o ciclo menstrual, já o segundo é por meio da retirada das lesões por cirurgia .

    Convivendo com a endometriose

    Além da ajuda especializada, é importante procurar fazer atividades físicas sempre que possível. Ter alimentação saudável também é uma boa, já que comidas gordurosas podem colaborar para o aumento da inflamação do endométrio.

     

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