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6 consequências de não usar protetor solar diariamente

Na saúde e na estética, os raios ultravioletas causam estragos quando a pele está desprotegida e exposta ao sol.

Por Raquel Drehmer Atualizado em 16 jan 2020, 10h24 - Publicado em 17 ago 2018, 00h05

Vivemos em um país em que, devido às características geográficas, os dias são longos mesmo no inverno. Isso significa que estamos expostas aos efeitos do sol por várias horas durante todo o ano – nunca é demais lembrar que os raios ultravioletas ultrapassam a barreira das nuvens mesmo quando o dia está nublado ou chuvoso.

Como tudo na vida, a exposição ao sol tem um lado bom e um lado ruim. Alguns dos aspectos positivos são o fortalecimento dos ossos (o organismo obtém vitamina D por meio do sol e ela melhora a absorção do cálcio, beneficiando os ossos) e a redução no risco de depressão (o sol estimula a produção de serotonina no cérebro).

Mas eles só são válidos se a pele estiver protegida por um filtro solar; quando exposta diretamente aos raios UVA e UVB, é ela que sofre os efeitos do lado ruim do sol na saúde e na estética. Aplicado corretamente, o protetor solar impede que a radiação penetre na pele e cause qualquer estrago.

 

 

As médicas Emily Alvernaz (da Clínica Goa-RJ, especializada em Dermatologia e Medicina e em Cirurgia Estética) e Larissa Montanheiro (dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD – e do Hospital Sírio Libanês) nos contam a seguir quais são as principais consequências negativas de não usar protetor solar diariamente.

E pode ficar tranquila: o filtro solar não impede a atuação benéfica do sol no organismo. 

Câncer de pele

Os três tipos de câncer de pele são causados pelos danos dos raios ultravioletas no DNA e dependem das células que a radiação atinge.

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O carcinoma de células basais ou basocelular é o mais comum e ocorre na epiderme, ou seja, é mais superficial; o carcinoma de células escamosas ou espinocelular afeta a derme, o que significa que é mais profundo. Já no melanoma, bem mais raro e mais letal, são os melanócitos (que dão pigmento à pele) que sofrem alterações, passando a ser produzidos mais em uma escala anormal.

Manchas na pele

Os raios UVA e UVB aumentam o número e a atividade dos melanócitos sem causar uma doença, mas levando às manchas. Elas são castanhas e mais comuns no rosto, no colo, nos braços e nas mãos.

 

 

Doenças cutâneas

Além do câncer de pele, várias outras doenças podem ser causadas pelos efeitos do sol sobre a pele. As principais são a miliária solar (pequenas bolinhas vermelhas aparecem na área que foi exposta ao sol sem proteção), a fitofotodermatose (em que a radiação reage a elementos como líquidos cítricos, medicamentos ou perfumes) e as fotodermatoses de origem metabólica (manchas de pele de quem tem diabetes, por exemplo).

Ceratose actínica

São lesões espessas, descamativas e fáceis de reconhecer pelo tato. Também são pré-cancerígenas e devem ser tratadas tão logo sejam notadas. De acordo com a SBD, os locais em que elas aparecem com mais frequência são rosto, orelhas, lábios, dorso das mãos, antebraço, ombros, colo e couro cabeludo de pessoas calvas. Via de regra, porque são áreas “esquecidas” na hora da aplicação do protetor solar.

Queimaduras na pele

Aqui estamos falando de queimaduras mesmo, como se tivesse caído água fervente na pele. Elas podem ser de primeiro grau (que causam vermelhidão e ardência), de segundo grau (aos sintomas iniciais pode juntar a dor e o inchaço) e até de terceiro grau (acrescente a formação de bolhas aos efeitos da queimadura).

Alterações na textura da pele

Envelhecimento precoce da pele, flacidez e rugas vêm de uma mesma origem: o aumento da produção de radicais livres pelos raios ultravioletas que penetram nas camadas mais profundas da pele (a derme e a hipoderme). Essas substâncias quebram as ligações entre o colágeno e a elastina, responsáveis pela sustentação da pele.

Resultado: pele flácida, mais sujeita à formação de rugas e marcas e envelhecida antes do tempo (com aparência “cansada”, áspera e textura irregular).

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