Alerta de Ebola na África: qual é o risco real do vírus chegar ao Brasil?
Com a declaração da OMS, entenda o surto de ebola na África, seus riscos e o que especialistas dizem sobre a chegada ao Brasil
No último fim de semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda é uma emergência de saúde pública de importância internacional, acendendo o alerta em países do mundo todo.
E, embora ainda não possa ser definido como uma pandemia, o novo avanço da doença já conta com mais de 500 casos suspeitos e quase 140 mortes, fazendo com que brasileiros passem a se preocupar se a disseminação do vírus poderia representar um problema para o país.
O que é o ebola?
Apesar dos casos recentes, o vírus foi identificado pela primeira vez em 1976. Trata-se de uma doença zoonótica, ou seja, transmitida originalmente de animais para humanos, sendo os morcegos frugívoros considerados prováveis reservatórios naturais do vírus.
De acordo com Kamilla Moraes, infectologista da UPA Vila Santa Catarina, um dos principais pontos de atenção são as variantes do vírus, já que algumas podem infectar humanos e outras não. Entre as principais espécies estão:
- Zaire ebolavirus: espécie mais virulenta e responsável pela maioria dos surtos e mortes;
- Sudão ebolavirus;
- Bundibugyo ebolavirus;
- Taï Forest ebolavirus.
Identificando os sintomas
Entre os principais sintomas destacados pela médica estão:
- febre alta;
- mal-estar;
- fadiga;
- mialgias;
- náusea;
- vômito;
- diarreia;
- dor de cabeça;
- dor abdominal;
- artralgia;
- exantema maculopapular.
“A doença era chamada de ‘febre hemorrágica’. As manifestações hemorrágicas podem ocorrer, mas nem sempre estão presentes. São representadas por sangramento gengival, petéquias e hemorragia subconjuntival”, explica.
As possibilidades de tratamento
Uma das grandes preocupações é o fato de que a nova cepa responsável pelo surto ainda não conta com vacinas ou remédios específicos para a cura. Segundo o médico David Salomão Lewi, infectologista do Einstein Hospital Israelita, os tratamentos possíveis até agora são feitos de modo paliativo e por meio de medidas de suporte, como hidratação.
“Infelizmente, não existe um tratamento específico com antivirais. O que se faz é adotar uma série de medidas para que essas pessoas possam sobreviver a esse quadro clínico”, relata.
Chegada ao Brasil
Apesar dos números alarmantes, David reforça que as chances de o vírus ganhar grandes proporções no Brasil são mínimas. “Diferentemente dos vírus de transmissão aérea, como o da covid-19, o ebola só se transmite pelo contato com sangue e secreções, seja urina, fezes, ou saliva, de pacientes que já estão doentes e que, na maior parte das vezes, já se encontram em ambiente hospitalar”, afirma.
No entanto, o especialista destaca que o risco de uma pessoa ser contaminada não pode ser 100% descartado. “As pessoas se deslocam hoje com uma facilidade muito grande, isso implica que as autoridades brasileiras estejam em alerta, principalmente em zonas aeroportuárias, e que se faça uma triagem de pessoas que provenham do continente africano”, pontua.
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