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Candidaturas de mulheres batem recorde nestas eleições municipais

Proporção ainda é pouco superior ao mínimo obrigatório; mulheres brancas são maioria entre as candidatas, mas número de negros no pleito cresceu

Por Letícia Paiva - Atualizado em 27 set 2020, 17h29 - Publicado em 27 set 2020, 17h28

Ainda faltam alguns registros serem computados, mas, com o prazo para se candidatar às eleições municipais encerrado no sábado (26), já é possível dizer que houve recorde no número total de candidaturas. Até a tarde deste domingo, foram mais de 544 mil pedidos para concorrer ao pleito – em 2016, foram 497 mil, de acordo com estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também nunca houve tantas mulheres concorrendo.

Por enquanto, elas representam 33,1% do total, em relação aos 32% das eleições municipais anteriores. A proporção obrigatória de mulheres que os partidos devem indicar é de 30% da totalidade de candidatos, portanto o índice não está significativamente acima do nível mínimo. Em novembro, se os números atuais se mantiverem, serão ao menos 180 mil mulheres candidatas para as câmaras municipais e prefeituras.

Outra mudança histórica é que, pela primeira vez, os candidatos autodeclarados pretos e pardos são maioria entre o total – eles representam 49,86%. Quando se observa apenas as candidatas mulheres, as brancas são 49,3% do total e negras somam 48,3%.

Em agosto, o TSE decidiu que partidos deveriam destinar recursos de campanha proporcionalmente para a quantidade de candidatos brancos ou negros, mas decidiu que a nova regra passaria a valer a partir de 2022. Entretanto, em decisão liminar, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que a regra passe a valer já neste ano; agora, depende de votação do plenário do STF, o que deve acontecer ainda nesta semana. A política se soma às cotas de gênero, que obrigam 30% de candidaturas femininas e igual proporção de recursos.

 

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