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Vendedora de balões é arrastada por Mercedes após negar desconto

Ela teve ferimentos no rosto e no corpo e ainda perdeu o dinheiro que usaria para pagar o aluguel de casa

Por Da Redação - Atualizado em 17 fev 2020, 16h41 - Publicado em 18 jun 2019, 15h02

Uma vendedora de balões foi arrastada por cerca de 150 metros por uma Mercedes-Benz em Taguatinga do Sul, Distrito Federal, no último sábado (15). Tudo porque os ocupantes do carro não queriam pagar o valor de R$ 15 cobrado por cada balão.

Segundo relato de Marina Izidoro de Morais, de 63 anos, ela voltava de uma festa junina, onde havia trabalhado por oito horas, quando foi abordada por um casal no carro de luxo. Do banco do passageiro, uma mulher perguntou quanto os balões custavam e pediu desconto.

“Como já estava no final do evento, decidi fazer por R$ 10. O casal não aceitou o desconto [queriam pagar R$ 20 por três balões], mas depois de um tempo, eles pediram três balões, dois de menino e um de menina”, contou Marina ao UOL.

Os produtos estavam amarrados em seu braço e ela abaixou para separá-los. Foi quando a mulher agarrou as cordas, fechou o vidro do carro e o motorista arrancou com o veículo, levando Marina consigo. Somente quando as cordas soltaram foi que ela conseguiu parar.

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Uma mulher que presenciou tudo afirmou ao G1 que após a vendedora se libertar, o carro fugiu em alta velocidade. “Ele foi em direção à avenida comercial e furou um sinal vermelho.” Outras testemunhas conseguiram anotar a placa do veículo.

Com escoriações no lado esquerdo do rosto e na perna, Marina foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Regional de Taguatinga. De lá, ela compareceu à 21ª Delegacia de Polícia local, onde prestou boletim de ocorrência por lesão corporal. Também realizou exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

A Polícia Militar informou em nota que o endereço ligado à placa do carro já foi levantado, mas que não encontraram ninguém na residência. O delegado da 12ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso, afirmou que o casal segue foragido. 

Em entrevista, Marina conta que, durante o ocorrido, se sentiu muito perto da morte. “Eu só gritava e pedia pra Deus me salvar. Não morri por sorte, mas vi a morte de perto. Só pensava que iria bater a cabeça em algum poste há qualquer momento. Estou traumatizada, não consigo mais dormir. Não entendo o motivo de eles terem feito isso comigo”.

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“Além de todo medo e da dor física, também tive prejuízo financeiro. Ao ser arrastada pelo carro, perdi a maior parte do dinheiro. Além disso, o casal chegou a levar alguns dos balões e, os que sobraram nas minhas mãos estouraram”, acrescenta. O dinheiro reunido com a venda dos balões seria utilizado como pagamento do aluguel da casa onde ela vive.

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