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Crianças contraem ‘síndrome do lobisomem’ após tomarem remédio

Denominada de 'hipertricose', a condição faz crescer excessivamente pelos em todo o corpo

Por Da Redação Atualizado em 17 fev 2020, 14h08 - Publicado em 27 ago 2019, 12h34

Dezesseis crianças contraíram a ‘síndrome do lobisomem‘ depois de terem tomado um medicamento contaminado na Espanha. As vítimas desenvolveram hipertricose, mutação genética que gera o crescimento excessivo de pelos em todo o corpo, depois de terem ingerido uma fórmula que continha minoxidil, um remédio para alopecia – perda de cabelo.

A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários ordenou que os lotes contaminados da Farma-Química Sur SL, empresa farmacêutica responsável pelo remédio, fossem retirados de circulação no dia 11 de julho, quando 13 casos já tinham sido registrados. A medicação deveria conter apenas omeprazol, usado para tratar indigestão e refluxo ácido.

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As autoridades acreditam que a contaminação possa ter afetado até 30 farmácias de Andaluzia, no sul da Espanha, e mais de 50 lotes do medicamento. A Farma-Química Sur teve sua licença suspensa após o ocorrido, além de ter sido proibida de fabricar, importar ou distribuir remédios.

Segundo o jornal Granada Hoy, a empresa farmacêutica tem fornecedor na Índia, onde teria acontecido a contaminação. As autoridades espanholas ainda afirmam que o problema é específico das fórmulas infantis do medicamento e que adultos que tomam cápsulas de omeprazol não apresentam riscos de desenvolver a ‘síndrome de lobisomem’.

Além disso, de acordo com a Global News, os efeitos da hipertricose devem cessar assim que as crianças afetadas pararem de tomar o remédio contaminado.

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