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Símbolo de resistência pela educação, Malala se forma em Oxford

Ativista pelo direito das meninas de estudarem e Prêmio Nobel da Paz, a paquistanesa agora é formada em Filosofia, Política e Economia

Por Da Redação - Atualizado em 19 jun 2020, 15h25 - Publicado em 19 jun 2020, 11h37

Depois de quase perder a vida por defender a educação para meninas em seu país, após ganhar o Prêmio Nobel da Paz e se tornar uma das vozes mais potentes do feminismo, a paquistanesa Malala Yousafzai, de 22 anos, realizou um de seus maiores sonhos: se formar na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

O anúncio foi dado pela própria jovem em suas redes sociais nesta sexta-feira (19). “É difícil expressar minha gratidão agora que eu consegui meu diploma de filosofia, política e economia em Oxford. Não sei o que virá adiante. Por enquanto, vou assistir Netflix, ler e dormir”, escreveu.

Malala ficou conhecida por seu ativismo pelo direito à educação das meninas do Paquistão, atitude que quase lhe custou à vida quando tinha apenas 14 anos. A jovem foi baleada na cabeça por homens do Talibã, dentro de um ônibus enquanto voltava da escola. Outras duas garotas também foram feridas, mas todas sobreviveram. O grupo afirmou que ela representava os valores do Ocidente e que tentariam matá-la. Desde então, ela e sua família se refugiam na Inglaterra.

Em 2014, o comitê do Nobel anunciou a entrega do prêmio da Paz à Malala, “pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”.

Sua história é contada no livro Eu sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã, publicado no Brasil pela Companhia das Letras.

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