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Mulher tenta sequestrar bebê e alega sofrer com depressão pós-aborto

Talita Meireles foi detida na segunda-feira (12) ao tentar deixar o hospital com recém-nascido no colo, em Curitiba. Defesa pede análise psicológica

Por Da Redação 14 jul 2021, 16h24

A defesa de Talita Meireles, de 23 anos, presa em flagrante ao tentar deixar o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, com um bebê no colo, na última segunda-feira (12), alega que a suspeita está em estado depressivo após ter sofrido um aborto.

De acordo com o advogado Paulo Jean da Silva, a jovem sofreu uma interrupção durante o sexto mês de gestação, no final de junho, e está em estado de depressão puerperal.

“É o retrato de uma jovem mãe que teve um aborto do primeiro filho e, em um momento de desespero e impensado, além do estado depressivo puerperal, cometeu esse ato para tentar suprir sua carência de mãe”, afirmou.

O advogado também alega que a suspeita é  “incapaz de responder pelos atos”. Por conta disso, ele solicitará uma avaliação profissional para que seja realizado um laudo sobre o seu estado psicológico a fim de que ela seja transferida para uma clínica.

“Não estamos falando de uma criminosa, e sim de uma jovem que, nesse momento, necessita de ajuda emocional e psicológica, e não de uma cárcere”, disse Paulo. Presa em flagrante, a jovem é suspeita do crime de subtração de incapaz e segue detida. 

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O que tem intrigado a polícia são as duas versões diferentes apresentadas pela suspeita. No momento em que foi detida pela Polícia Militar, Talita afirmou que venderia a criança por 10 mil reais para uma vizinha, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. 

Em seguida, já na delegacia, a jovem afirmou em depoimento à Polícia Civil que sofreu um aborto em 27 de junho, mas que não contou para nenhum familiar. O intuito de sequestrar a criança era o de alegar para a família que o bebê ao qual ela esperava já havia nascido.

De acordo com ela, a outra história teria sido contada porque estava nervosa. “Eu fiquei muito desesperada. Não sei o que passou pela minha cabeça”, afirmou Talita em depoimento. O marido da suspeita também foi ouvido pela polícia e confirmou que não sabia do aborto da esposa.

O caso segue em investigação pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), onde os agentes procuram compreender como a mulher entrou no hospital, colocou uma roupa de enfermeira e pegou a criança no quarto, sendo detida de sair com a mesma no colo, apenas por estar sem uma pulseira de identificação.

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