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“Sempre gostei de uma vida com riscos”, diz Marina Klink

No evento CLAUDIA Coaching, a fotógrafa contou sobre a coragem de mudar de carreira e de estilo de vida

Por Roberta Tinti Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 16 Maio 2017, 18h59 - Publicado em 16 Maio 2017, 18h36

O que é essencial na sua vida? Com essa pergunta como norte, CLAUDIA promoveu, na manhã desta terça-feira (16), um ciclo de palestras e conversas inspiradoras. O CLAUDIA Coaching discutiu o que é indispensável para a mulher de hoje sob a ótica da artista plástica Nina Pandolfo, da psicanalista Maria Homem e da fotógrafa Marina Klink. A apresentadora Didi Wagner abriu o evento e participou do debate, que aconteceu no Museu Brasileiro de Escultura (Mube) e foi transmitido ao vivo pelo Facebook de CLAUDIA.

No terceiro e último painel do dia, Em Busca do que Move Você, a fotógrafa Marina Klink compartilhou suas experiências como mulher, mãe e esposa do navegador Amyr Klink. Também resgatou como foi a tomada de consciência que teve em determinados momentos de sua trajetória para apostar não só em uma nova carreira, mas também em um novo estilo de vida. 

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“Eu levava a vida de produtora de eventos. Nos dedicávamos a realizar os sonhos das pessoas, como se fôssemos uma espécie de fada madrinha. Fiz isso por um tempo com duas filhas pequenas – na época, as gêmeas eram bebês – e sozinha”, lembra ela, que continuou: “Não é tão simples assim ser casada com o Amyr. Assumi a casa, a vida, os riscos, fui pai e mãe ao mesmo tempo – como muitas aqui –, enquanto o marido ficava fora por 6 meses, 1 ano. Tive que tocar as coisas, não esperava ele voltar para trocar uma lâmpada, consertar um carro, mudar de casa ou fazer uma reforma”.

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Foi uma festa na escola da terceira filha do casal que a fez mudar completamente sua visão da vida. Amyr não estava presente e a caçula ficou procurando com os olhos o pais para entregar o presente. Klink ainda tentou salvar o momento e disse para a filha lhe entregar o presente, mas ela continuou procurando o pai. “Decidi fazer com que a Antártica, que é um destino que meu marido gosta tanto, deixasse de ser a vilã da nossa vida e passasse a ser nossa aliada”, relembrou a fotógrafa, emocionada. “Quando ele desembarcou, falei para ele ‘da próxima vez, nós vamos todos juntos’. Ele achou que eu estava louca, mas eu quis assumir o risco porque sabia o que era ficar em casa e queria que elas entendessem o lado de quem viaja.

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A viagem realmente se concretizou e durante uma foto de família, Klink teve uma percepção: “Pensei que a fotografia era uma coisa mágica. Muito mais do que capturar um sentimento ou uma emoção, ela congela um instante que não volta mais“, refletiu Marina. Surgiu nela um desejo de trabalhar com fotografia, usar aquela arte para registrar sentimentos.

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Mas o maior incentivo viria na mesma viagem: do topo de um dos mastros do barco, fotografando o cenário encantador, ouviu o marido chamá-la. “Marina, desce daí que essas fotografias que você faz não servem pra nada”, gritou o marido Amyr. “Não preciso dizer o quanto chorei. Senti uma apunhalada. Eu continuei ali em cima, fingindo que não estava ouvindo”, relembra a fotógrafa.

“Foi aí que entendi que precisamos acreditar em nós mesmas. Temos que saber que o medo existe, mas precisamos criar coragem e superá-lo. Se eu não tivesse ouvido aquela provocação, nunca teria começado uma nova vida e não estaria aqui falando com vocês. Fiz daquela bronca a mudança da minha vida“, contou ela. “Subi naquele mastro buscando um novo olhar para minha fotografia e desci tendo encontrado um novo ângulo pra minha vida”.

Confira o vídeo completo do painel de Marina Klink:

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