Protestos repudiam morte de Marielle e de Anderson

No Complexo da Maré, comunidade da vereadora, cerca de 2.000 pessoas se reuniram; em São Paulo, houve lavagem simbólica de sangue

O domingo foi de atos de repúdio ao assassinato da vereadora do PSOL do Rio Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos na quarta-feira.

Em São Paulo, manifestantes se reuniram em frente ao Masp, onde ocuparam um quarteirão, e, por volta das 15h, começaram uma caminhada, que desceu pela rua Augusta em direção ao centro. À frente, um cordão formado por mulheres negras. Palavras de ordem _puxados principalmente pelas ativistas Luka Franca, blogueira, e Laura Daltro _e cantos eram acompanhados por percussionistas mulheres. “É uma resposta necessária”, disse Luka a CLAUDIA.

Com balde e vassoura, quatro mulheres negras lavaram simbolicamente o sangue de Marielle. A ação foi repetida pelo menos três vezes _na avenida Paulista, na escadaria da praça Roosevelt e em frente a um bar de stand up, que, segundo as organizadoras, tem com frequência, piadas racistas.

Durante a caminhada, outros nomes de pessoas assassinadas foram lembrados, como o de Amarildo, Claudia Ferreira, DG (dançarino do programa “Esquenta”) e Luana Barbosa, mulher negra trans, morta em Ribeirão Preto após truculenta abordagem policial.

Pacífico, o ato terminou na praça Roosevelt com cânticos e aplausos.

No Rio, houve uma marcha no Complexo da Maré, comunidade da vereadora. Por volta das 14h20, a manifestação, que reuniu 2 mil pessoas, segundo O Globo, partiu da Vila dos Pinheiros e acessou a Linha Amarela no sentido Barra. Em destaque, na frente, mulheres negras com a faixa “Marielle e Anderson presente! Hoje e sempre!”. O  menino Benjamim, de 1 ano e 7 meses, morto por uma bala perdida no Complexo do Alemão na sexta, também foi lembrado.

O grupo ocupou a pista lateral da avenida Brasil, reunindo moradores das comunidades do entorno, parlamentares e artistas. O ato foi finalizado às 16h.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) criticou duramente a desembargadora Marília Castro Neves, que publicou nas redes sociais que Marielle estava “engajada com o crime“. Ele já entrou com uma representação contra ela. O ator Marcelo Adnet, presente ao ato, pediu mais respeito à figura de Marielle. “Quando uma parlamentar é assassinada dessa maneira, e quando começam a difamar uma pessoa executada, que está morta e não pode mais se defender, isso não é mais uma discussão ideológica. É algo muito ruim. Temos que ter respeito e cuidado com essa execução, pois vivemos em uma cidade partida”, disse a “O Globo”.

O Flamengo também homenageou as vítimas e entrou em campo om uma faixa e uma tarja preta de luto na camisa.

Leia também: A viúva de Marielli

 

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s