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Papa Francisco amplia participação feminina na Igreja Católica

Papa Francisco alterou código que rege a Igreja Católica para formalizar funções das mulheres durante as missas

Por Ligea Paixão (colaboradora) Atualizado em 12 jan 2021, 19h40 - Publicado em 12 jan 2021, 17h32

O Papa Francisco, nesta segunda-feira (11), permitiu formalmente por meio de um “motu propio”, uma lei papal especial, que meninas e mulheres atuem como ajudantes no altar, distribuidoras de comunhão e façam as leituras durante a missa. A ação altera o Código de Direito Canônico e é vista pelo mundo como um progresso no Vaticano.

Em muitos países e comunidades ao redor do mundo, as ações, que agora são de livre acesso às mulheres, antes já eram liberadas por seus bispos, no entanto, não eram autorizadas por um mandato institucional, ou seja, iam contra as leis estabelecidas pela Igreja Católica.

A alteração no Código de Direito Canônico, que havia sido anteriormente publicado por Paulo VI em 1972, ainda não permite, no entanto, que as mulheres possam ser ordenadas como padres e realizem suas funções.

O Papa Francisco explicou em carta que “oferecer aos leigos de ambos os sexos a possibilidade de acesso ao ministério de Acolitado e do Leitorado , em virtude de sua participação no sacerdócio batismal, aumentará o reconhecimento, […], da preciosa contribuição que durante muito tempo muitos leigos, inclusive mulheres, oferecem à vida e à missão na Igreja.”

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