ONU lança programa para empoderar mulheres refugiadas no Brasil

Programa capacita mulheres para o mercado de trabalho e apresenta a elas seus direitos

Atualmente, cerca de 60 milhões de pessoas no mundo deixam seus países por temerem perseguições raciais, religiosas, políticas e até a própria nacionalidade ou por verem seus países em meio a guerras.

Pensando nisso, a Rede Brasileira do Pacto Global da ONU criou um programa para empoderar mulheres refugiadas.

Um  workshop realizado em 4 de novembro de 2015, em São Paulo, contou com a participação de cerca de 20 mulheres de países da África, América Latina e Oriente Médio. O evento contou com diversos parceiros: a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres, Caritas, Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR) e consultoria em recursos humanos Fox Time.

O objetivo do projeto é capacitar mulheres para o mercado de trabalho. Além das lições práticas sobre emprego, elas passaram a conhecer mais os seus direitos e, juntas, encontram forças para seguir em frente e recomeçar suas vidas.

Em um vídeo divulgado pelo Pacto Global da ONU, o projeto tenta conscientizar sobre a delicadeza da situação dos refugiados, especialmente as mulheres. Isto porque geralmente elas vêm acompanhadas de filhos e de estereótipos femininos marcados por suas culturas e religiões.

A representante da ONU Mulheres, Adriana Carvalho, mostrou a disparidade salarial entre homens e mulheres e, ainda mais, entre brancos e negros. Enquanto um homem branco no Brasil tem um salário médio de R$ 2.262,30, uma mulher da mesma cor recebe, em média, R$ 1.517,70. Entre os negros, os homens recebem R$ 1.256,90, e as mulheres, R$ 876,40.

Para Adriana, este cenário se agrava no caso das imigrantes: “O fato de ser refugiada já é um status complicado. Em geral, as pessoas já olham com preconceito por que não entendem”.

Assista o vídeo da campanha:

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