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Mulher precisou amputar mãos e pernas depois de lambida de cachorro

Marie Trainer ficou inconsciente após contrair infecção através das bactérias capnocytophaga canimorsus

Por Da Redação - 3 ago 2019, 16h44

Ao voltar de férias, Marie Trainer, uma americana, começou a sentir dores nas costas e náuseas. Logo depois, passou a ter febre. Ela procurou um hospital na madrugada do dia 11 de maio. Ela só foi acordar nove dias depois, já com as mãos e pernas amputadas.

Os médicos demoraram sete dias para descobrir o que levou Marie ao quadro infeccioso. Ao contrário do que suspeitavam inicialmente, ela não tinha uma ‘doença tropical’, mas foi infectada a partir de bactérias presentes na boca de seu pastor alemão.

Ela contraiu uma rara infecção das bactérias capnocytophaga canimorsus. A principal suspeita é que a porta de entrada tenha sido uma lambida que o cachorro Taylor tenha dado em um corte em sua pele que ainda não estava cicatrizado. 

De acordo com a médica Margaret Kobe, do Hospital Aultman, em Canton, Ohio, Trainer estava delirante quando entrou na UTI. Pouco depois, ela estava inconsciente. Sua pele começou a mudar rapidamente para uma cor vermelho-arroxeada, e então progrediu para uma gangrena.

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A infecção se espalhou até a ponta do nariz, orelhas, pernas e rosto. “Ela não perdeu partes de seu rosto. Mas ela teve que fazer uma cirurgia para retirar as extremidades do corpo”, disse Kobe à CNN.

A família buscou uma segunda opinião na esperança de salvar os membros da mulher, mas os médicos disseram que o dano já era irreversível. Exames de sangue confirmaram o diagnóstico de capnocytophaga.

Ela passou por oito cirurgias até agora e irá receber próteses. “É um dos piores casos que já vimos em termos de como as pessoas ficam doentes com infecções”, disse Kobe. “Ela estava perto da morte.”

Caso raro

A capnocytophaga é uma bactéria encontrada no trato orofaríngeo de mamíferos e pode se espalhar nos seres humanos através de mordidas, arranhões ou outro contato próximo com cães e gatos.

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Mas o caso é raro. A maioria das pessoas  que entram em contato com cães e gatos não fica doente – e é improvável que a Capnocytophaga cause doenças em humanos. Os que têm maior risco são pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos.

No Brasil, um caso parecido atingiu a atriz Daniela Escobar. Ela relatou que sofreu uma grave infecção após levar uma mordida de seu gato

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