Operação prende milicianos suspeitos de envolvimento na morte de Marielle

Dois dos presos seriam chefes do chamado Escritório do Crime, que teria como principais "clientes" contraventores e políticos

Na manhã desta terça-feira (22), foram presos ao menos cinco suspeitos de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A operação foi feita pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. De acordo com O Globo, os presos são integrantes da milícia mais antiga e perigosa do Rio de Janeiro.

A ação mobilizou cerca de 140 policiais. Os principais alvos são o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras; e o subtenente reformado da PM Maurício Silvada Costa, o Maurição.

Há indícios de que dois integrantes da milícia, que explora o ramo imobiliário em ações violentas em Rio das Pedras, sejam chefes do chamado Escritório do Crime, braço armado do grupo. Eles seriam especializados em assassinatos por encomenda e, segundo o jornal, teriam como principais “clientes” contraventores e políticos.