Menstruação: Jovens preferem se informar pela internet

Pesquisa aponta que informação é fundamental para que as meninas não tenham vergonha de falar sobre o tema

“Tabu” é a segunda palavra mais usada por jovens entre 12 e 25 anos quando o assunto é menstruação, ficando atrás apenas de “mulheres”. Isso é o que aponta uma pesquisa feita por CAPRICHOcom apoio da Abril Inteligência, que serviu de base para a nova campanha de Sempre Livre, lançada na quinta-feira (08). 

A análise foi feita com base em 9.062 respostas de meninas de todas as regiões do Brasil. A recorrência do termo “tabu” se deu em um espaço livre ao final da pesquisa, onde as jovens podiam falar o que quisessem sobre menstruação. Nele, a maior parte das participantes expressou o desejo de ver o tema retratado de forma natural.

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Quando questionadas sobre para quem elas contariam sobre a primeira menstruação, 70% das meninas responderam que seria para a mãe. Amigas ficaram em segundo lugar (8%) e irmã em terceiro (6%).

No entanto, no momento em que o assunto é fonte de informação sobre o tema em geral, as mães ficam atrás de internet. Entre as jovens de 18 a 25 anos, 78% usam a internet para saber mais sobre menstruação, 44% recorrem às mães e 35% optam por perguntar às amigas.

Essas taxas entre adolescentes de 15 e 17 são, respectivamente, 77%, 55% e 44%. Já a porcentagem entre meninas de 12 a 14 anos é 67%, 62% e 42% na devida ordem.

Quando a questão foi sobre com quem as participantes costumam conversar sobre menstruação, as amigas lideraram as respostas (70%, 77%, 73%, respectivamente, das mais velhas para as mais novas), as mães ficaram em segundo lugar (52%, 57%, 60%) e as irmãs em terceiro (17%, 13%, 13%).

Esses dados mostram que, apesar de a iniciação no tema acontecer no âmbito familiar, a atualização costuma ocorrer em fontes externas. Porém, a pesquisa mostra que as mães seguem tendo papel importante na diminuição dos tabus, das vergonhas e da desinformação.

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Das jovens que responderam ter mãe e internet como fonte de informação, 38% acreditam saber bastante sobre menstruação, contra 24% das que não possuem mães participativas e acesso à internet.

Ao mesmo tempo, o segundo grupo teve 2% de representantes dizendo não saber nada sobre o assunto e 23% dizendo saber pouco, enquanto no primeiro ninguém disse não saber nada e apenas 12% disse saber pouco.

Esses resultados mostram a importância do diálogo com as filhas para que elas compreendam melhor e se sintam mais confortáveis com o período menstrual.

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