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Menina de 11 anos fez falsa comunicação de crime de estupro, diz polícia

Conselho Tutelar garante que, independentemente dos desdobramentos da investigação, seguirá o papel de proteção da criança

Por Da Redação - 24 abr 2018, 10h53

Durante novo depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na segunda-feira (23), a menina de 11 anos que disse ter sido vítima de um estupro coletivo em Praia Grande, no litoral de São Paulo, disse que mentiu sobre o ocorrido. Segundo a polícia, ela queria evitar uma briga com uma colega da mesma idade, informa o G1.

A criança pediu socorro, no domingo (22), a uma vizinha e foi encaminhada ao Pronto Socorro, onde os médicos constataram possível abuso sexual. No entanto, a hemorragia identificada pelos profissionais era, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), menstruação. O IML não atestou relação sexual recente, informou o delegado titular da cidade, Carlos Henrique Fogolin de Souza.

“Não aconteceu nada. Não existiu estupro coletivo. Em depoimento, ela admitiu que inventou a história para evitar que apanhasse de uma amiga”, disse Carlos. Agora, a Polícia Civil passa a investigar a relação da menina com a vizinha que a ajudou.

Além do laudo do IML, apurou-se que não houve baile funk na região por ela mencionada na última semana. Logo, o local onde a menina disse que o crime havia ocorrido é inverídico.

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Em nota, o Conselho Tutelar – órgão que está responsável pela menina desde o suposto abuso – afirma que ainda está trabalhando pela integridade da menor. Segundo o texto, independentemente dos desdobramentos ou reviravoltas da investigação, que está a cargo da DDM, o conselho seguirá com o papel de proteção dela.

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