Mãe entrega filho suspeito de participar de estupro coletivo

Menor apresentado à polícia pode estar envolvido no caso de violência sexual cometido em uma menina de 12 anos, no RJ

Um dos adolescentes suspeitos de participar do estupro coletivo de uma menina de 12 anos, na Baixada Fluminense, se apresentou à 28ª Delegacia de Polícia na manhã desta terça-feira (9). O menor foi levado pela própria mãe.

De acordo com a delegada Juliana Emerique, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), a contribuição da mãe do jovem foi importante, uma vez que ele está totalmente envolvido com o caso. “É uma apresentação importante, porque o rapaz tem total participação no ato. Essa mãe foi muito responsável em trazer o filho para que ele formalizasse tudo o que quiser declarar sobre o caso“, disse a delegada ao jornal O Globo.

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A Polícia já identificou quatro dos cinco suspeitos, de acordo com o delegado-asistente do Dcav. Três deles seriam menores de idade.

Ainda nesta terça são esperados importantes depoimentos sobre o caso, como o do pai da vítima. Na última segunda-feira (8), foram escutadas quatro parentes da menina, entre elas a mãe, a avó e a tia da garota responsável pela denúncia.

O caso

No último fim de semana veio à tona um vídeo compartilhado no Facebook e no WhatsApp de uma menina de 12 anos sendo estuprada por, pelo menos, quatro jovens, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro.

Nas imagens, a menina – que ficou em poder dos agressores por cerca de uma hora – é violentada sexualmente e impedida de fugir do local. “Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é tu”, diz um dos rapazes.

Destinos dos jovens

A lei brasileira considera estupro de vulnerável e presume violência no ato sexual com menores de 14 anos, mesmo que haja consentimento da pessoa. Assim, os agressores da adolescente podem responder pelo crime de estupro de vulnerável e podem pegar até 15 anos de prisão. Caso sejam menores de idade, eles devem responder conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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A família da adolescente abusada aceitou que a menina entrasse no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM), segundo a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos. “Ela está abalada como uma adolescente de 12 anos, mas está aqui firme. Temos que esperar o tempo da vítima. Foi tudo um grande susto”, explicou Juliana ao G1.