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Com nova condenação, João de Deus tem mais de 65 anos de pena

Nesta terça-feira (25), o líder religioso foi condenado a mais dois anos e meio de reclusão pelo crime sexual contra uma mulher de São Paulo

Por Da Redação 25 Maio 2021, 19h05

A sentença de João de Deus pelo crime de violação sexual teve o acréscimo de mais dois anos e meio de reclusão nesta terça-feira (25). A decisão sobre o crime, que contou com fraude e uma mulher de São Paulo como vítima, foi assinada pelo juiz Renato César Dorta Pinheiro. De acordo com o Tribunal de Justiça, no total a pena de João de Deus ultrapassa 64 anos.

Atualmente, por conta da pandemia, o condenado cumpre prisão domiciliar em sua casa em Anápolis, Goiânia. João de Deus chegou a ficar detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, entre dezembro de 2018 e março de 2020.

Além da vítima de São Paulo, mais nove mulheres integravam a série de denúncias que resultou na decisão de hoje. Porém, o juiz desconsiderou as acusações e considerou apenas uma delas para aumentar a condenação.

O Ministério Público de Goiás explicou, em um comunicado, que as denúncias não foram consideradas por conta do período em que elas foram registradas. “Em razão de as vítimas não terem oferecido representação pelo crime no prazo de 6 meses após os abusos, o juiz extinguiu a punibilidade de João Teixeira de Faria em relação a nove vítimas, sem analisar se os fatos ocorreram ou não, recebendo-se a denúncia tão somente em relação a uma vítima”, aponta a nota.

Ficha completa

Além desse episódio de violação sexual, João de Deus é réu em mais dez processos. Em 2018, as denúncias feitas contra o líder religioso começaram a ser expostas.

Até o momento, o condenado possui as seguintes sentenças, que ainda estão em fase de recurso no Tribunal de Justiça de Goiás: posse ilegal de arma de fogo, pena de 4 anos em regime semiaberto, novembro de 2019; crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres, condenado a 19 anos em regime fechado, em dezembro de 2019; crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres, sentenciado a 40 anos em regime fechado, em janeiro de 2020, e, por fim, a violação sexual mediante fraude, a dois anos e meio de reclusão, que podem ser cumpridos em regime aberto, em maio de 2021.

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