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Ghislaine Maxwell pede direito à prisão domiciliar

Advogados de defesa argumentam que ela e Jeffrey Epstein não se viam "há mais de uma década" e que ela não quis fugir

Por Ana Claudia Paixão - 11 jul 2020, 18h23

Em sua primeira conversa oficial com a Justiça americana, Ghislaine Maxwell, ex-namorada e sócia do milionário Jeffrey Epstein, pediu para aguardar seu julgamento em liberdade pois não teria tentado fugir durante as investigações.

Segundo seus advogados de defesa, Ghislaine estava escondida para evitar se expor publicamente desde que seu nome passou a ser divulgado na mídia relacionado ao de Epstein. “Ela não fugiu, apenas deixou de aparecer em público, com o compreensível objetivo de se proteger da imprensa e da internet e seus prejuízos. Pessoas próximas a ela perderam trabalho  e tiveram a reputação arruinada apenas por a conhecerem”, argumentaram os advogados de defesa. Contrário aos depoimentos das sobreviventes, defesa ainda alega que Ghislaine estaria afastada de Epstein “há mais de uma década” e insiste  no “ponto mais simples e crítico: Ghislaine Maxwell não é Jeffrey Epstein”, dizem.

A equipe de defesa da empresária sugere uma fiança de de cinco milhões de dólares como segurança, além de restrições de viagem e prisão domiciliar. A promotoria se opõe à proposta porque Ghislaine estava desaparecida por mais de um ano e tem cidadania francesa. Como a França não tem acordo de extradição, ela escaparia do julgamento se deixasse os Estados Unidos. Outro ponto pendente é sobre o acordo firmado entre Epstein e o estado da Flórida, em 2007, que daria imunidade à Ghislaine e outros suspeitos. A Justiça vai determinar se Ghislaine terá direito a deixar a prisão ou não na terça-feira (14).

 

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