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Farmácia de João de Deus é interditada e medicamentos serão analisados

O médium está preso e é investigado por crimes sexuais e posse ilegal de arma; investigação já havia encontrado mala com 1,2 milhão de reais em sua casa

Por Da Redação - 23 dez 2018, 16h36

O laboratório da farmácia que funciona na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde o médium João de Deus realizava atendimentos, foi interditado pela Superintendência de Vigilância em Saúde de Goiás (Suvisa-GO), após vistoria realizada na sexta-feira (21). De acordo com o órgão, a farmácia tem alvará para produzir medicamentos, mas não em escala industrial, como vinha sendo feito. 

A interdição atinge somente o laboratório, sendo permitida as vendas dos medicamentos, segundo comunicado sobre a interdição divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO). Não informação oficial sobre a quantidade de medicamentos produzidos, mas milhares de pessoas visitavam o local semanalmente. 

No local, são vendidos comprimidos e água considerada fluidificada. De acordo com depoimento de João de Deus à Policia Civil, todos os medicamentos produzidos na farmácia são iguais, mas que a “energia presente” em cada um deles é indicada para cada pessoa. Não há receita, sendo que, conforme explicou, as orientações são repassadas de forma individual.

Os comprimidos e a água vendidos serão analisados no Laboratório de Saúde Pública Dr. Geovanni Cysneiros (Lacen-GO) e espera-se que o resultado da análise esteja disponível em 30 dias.

A Polícia Civil já havia divulgado a apreensão de esmeraldas e uma arma, além de uma mala contendo 1,2 milhão de reais, encontradas na casa de João de Deus durante operação também na sexta-feira (21). O material soma-se a outras armas e quantias de dinheiro apreendidos anteriormente em endereços ligados e ele. Com isso, foi expedido nova ordem de prisão contra o médium.

João de Deus é atualmente investigado por estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de arma. Ele está preso em Aparecida de Goiânia (GO). O Ministério Público de Goiás identifica cerca de 200 vítimas, de diferentes partes do Brasil e do mundo, e Polícia Civil colheu depoimento de 16 mulheres. A defesa nega que ele tenha cometido os crimes e afirma que o dinheiro encontrado é advindo de antigas doações.

*Com informações da TV Anhanguera. 

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