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Em Pelotas, detentos trabalham na construção de casas para cães de rua

A cada três dias trabalhados, os presos têm um dia de pena diminuído. Conheça o projeto

Por Redação CLAUDIA Atualizado em 27 out 2016, 20h46 - Publicado em 20 jul 2016, 21h52

O Presídio Regional de Pelotas, no Rio Grande do Sul, encontrou uma forma de ressocializar os detentos e ajudar os cães de rua da cidade. Nas dependências do centro de recuperação, presos trabalham na marcenaria montando casinhas para cachorros abandonados.

Desde que a produção começou, mais de 50 estruturas foram finalizadas com o material fornecido pelos moradores da cidade. “Se fosse pra ficar o dia todo, a noite toda fazendo, a gente ficava fazendo.(…) Se para a pessoa já é difícil no inverno, imagina para um animal”, afirmou um dos participantes da oficina. 

O diretor da penitenciária, Fluvio Bubolz, também ressaltou a importância da atividade para a ressocialização. “Não adianta a gente trancar o preso e deixá-lo sem fazer nada. Então a gente procura dar o trabalho, um trabalho prisional que dignifica”, defende.  “Uma das coisas que ajuda bastante a passar o tempo é ocupar a mente com serviço, né? Então tem me ajudado muito. É o melhor lugar da cadeia”, disse outro trabalhador ao G1.

Depois de prontas, as casinhas são colocadas em pontos estratégicos nas ruas. Junto aos novos lares, os habitantes da cidade também costumam deixar ração e cobertores.

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