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Damares Alves revela que foi estuprada por dois pastores evangélicos

Futura ministra detalha abusos que sofreu durante a infância e diz que pretende conversar com o Ministério da Educação sobre o assunto

Por Da Redação
18 dez 2018, 10h30 • Atualizado em 18 fev 2020, 12h17
 (Governo de Transição/Divulgação)
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  • Damares Alves, futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, voltou a falar sobre o período em que foi abusada sexualmente durante a infância. Em entrevista ao UOL, ela conta que dois pastores evangélicos a violentaram, o que a fez pensar em suicídio aos dez anos de idade.

    O primeiro abuso começou quando ela tinha seis anos. “Uma das cenas que lembro bem é: eu estava dormindo no meu quarto, que era ao lado do de meus pais. Estava sonhando que segurava uma coisa quente e, quando abri os olhos, estava segurando o pênis desse homem. Senti pavor, medo e dor”, disse. 

    O segundo homem passava a mão no corpo dela, beijava na boca e a colocava no colo. “Uma vez ejaculou no meu rosto.” Damares conta que deu sinais de que estava sendo abusada, mas ninguém percebeu. 

    Ela diz que se tornou uma criança triste e introvertida, tinha pesadelos e gritava durante a noite.

    “Depois que ele machucou meu corpo, saciou todas as lascívias, olhou na minha cara e disse: ‘Você é culpada’. Eu era uma criança cristã, achei que fosse para o céu, e ele sepultou meu sonho, porque achei que era pecadora.”

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    Educação sexual nas escolas

    Para o seu mandato na nova pasta, ela diz que irá conversar com o Ministério da Educação sobre educação sexual nas escolas. O tema é controverso no novo governo: no mês passado, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que “quem ensina sexo é papai e mamãe e ponto final”.

    A primeira ideia é capacitar professores para identificar violências contra os alunos, mas é preciso respeitar as especificidades de cada idade. E a família deve ser ouvida e consultada. Se a família não quiser que o filho aprenda sobre o assunto, vai ser responsabilizada por isso”, afirmou.

    Questionada sobre se não é perigoso deixar a decisão nas mãos da família já que, em 65% dos casos os abusadores de crianças fazem parte do núcleo familiar, ela diz que “a escola tem o caminho para saber se a família é um lugar de proteção”. “Teria de ser analisado, mas, repito, a família tem que ser ouvida e consultada”.

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