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Coach é acusado de extorquir mais de 26 mulheres no DF

Jairo de Andrade Silva se envolvia com as vítimas por meio das redes sociais e depois pedia empréstimos de valores altos

Por Da Redação 3 ago 2020, 15h45

A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando mais de 26 denúncias feitas contra Jairo de Andrade Silva, de 47 anos, que se intitula “master coach, trainer comportamental, hipnoterapeuta e escritor”. O homem é acusado de seduzir mulheres para depois extorqui-las.

A maioria dos casos envolve o chamado estelionato sentimental, uma fraude para obter vantagem econômica em cima de outra pessoa se envolvendo afetivamente. Jairo usava as redes sociais para se aproximar das vítimas. Uma delas, entrevistada pelo Metrópoles, contou que se relacionou com o homem por mais de um ano e, nesse período, ele pediu vários empréstimos de valores altos, que nunca foram quitados. “Em nenhum relacionamento ele gasta um centavo que seja. Viagens, jantares, presentes e muito menos o motel; nada ele paga ou divide com a outra pessoa. Ele costuma inventar mil desculpas, principalmente na hora de pedir dinheiro emprestado e quitar qualquer tipo de conta pessoal, como pensão para o filho do primeiro casamento ou a fatura do celular”, disse a vítima, que afirmou ter gasto mais de R$ 20 mil com o homem, além de ter comprado um carro para que ele pudesse se locomover.

A mulher, que preferiu não se identificar, também relatou que o homem esperava um momento de fragilidade para conseguir arrancar o dinheiro da vítima. Geralmente, isso acontecia depois do fim da relação. “Nós terminamos o relacionamento por três vezes. Em cada retorno ele me pedia mais dinheiro emprestado. E eu dava”, disse ao site. Além de todo o dano financeiro e psicológico, a mulher também alega que Jairo a transmitiu HPV, depois de insistir para que tivessem relações sexuais sem preservativo. O relacionamento entre ela e o coach terminou de vez depois de ele admitir que se relacionava com outras 25 mulheres no mesmo período.

Jairo Silva não se pronunciou em relação às acusações e a Polícia Civil afirmou que o caso segue “em apuração”.

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