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Cinemas estão banindo o novo ‘A Bela e a Fera’ por ter cena gay

Governo russo avalia se há "propaganda gay", o que pode inviabilizar sua exibição em todo o país. Cinema dos EUA já cancelou exibição.

Por Da Redação 6 mar 2017, 15h41

Muitos comemoraram quando o diretor de A Bela e a Fera, Bill Condon, declarar que a versão live action apresentaria o primeiro personagem gay em filme da Disney em um “momento exclusivamente gay”. No entanto, houve quem não gostasse dessa decisão.

Um cinema do Alabama, nos EUA afirmou que vetaria a exibição do longa em suas salas. Agora, o governo da Rússia também está sendo pressionado a banir o filme, partindo da lei de 2013 que proíbe o que considera “propaganda gay“.

As sequências em questão tratam do interesse do personagem LeFou (Josh Gad) pelo vilão Gaston (Luke Evans). “É alguém que está começando a descobrir que tem esses sentimentos”, afirmou o diretor em entrevista à revista Attitude, prometendo um “momento bacana e exclusivamente gay em um filme da Disney” em uma das cenas finais. Na passagem de apenas alguns segundos, durante uma dança, LeFou se encontra defronte outro homem, surpreendendo-se quando este o envolve.

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O cinema Henagar Drive-In, no condado de DeKalb, no Alabama (EUA), proibiu a exibição após a declaração de Condon. “Quando as empresas continuamente empurram suas visões de mundo sobre nós, temos que marcar posição. Todos fazemos opções, e estamos fazendo a nossa”, escreveram no comunicado em seu site.

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Na Rússia, o parlamentar Vitaly Milonov, do partido governista Rússia Unida, recomendou em carta ao Ministro da Cultura Vladimir Medinsky que assista ao filme antes de sua estreia, em 16 de março, para se certificar que não existem “elementos de propaganda homossexual”, o que poderia impedir sua exibição no país. “Assim que conseguirmos uma cópia do filme que será distribuído, analisaremos de acordo com a lei”, afirmou o Ministro. 

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Homossexualidade não é considerada crime no país desde 1993, tendo deixado de ser considerada desequilíbrio psiquiátrico em 1999. A lei de 2013 que embasa o pedido de banimento ao filme descreve as relações homossexuais como “não tradicionais”, barrando discussões sobre direito dos LGBTs em qualquer lugar que crianças possam ouvir.

A legislação foi primeiro aprovada na cidade russa de São Petersburgo, por proposta de Milonov, para depois abranger todo o país. O parlamentar tem histórico de ser defensor da lei e chamar gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros de “doentes” e “loucos”. Recentemente, apoiou lei que despenaliza violência doméstica quando esta não causa graves danos físicos.

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