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Casal é preso suspeito de jogar filha recém-nascida do sexto andar

Corpo da bebê foi encontrado dentro de lixeira por um catador de latinhas

Por Anna Laura Moura 29 jun 2018, 19h04

Uma mulher foi presa suspeita de assassinar e abandonar o corpo de sua filha recém-nascida em uma lixeira, em frente a um prédio em Santos, litoral de São Paulo, nesta quinta-feira (28). O corpo da criança, que tinha apenas um dia de vida, foi achado logo pela manhã, por um catador de lixo que vasculhava o local. O pai também foi preso, mas liberado em seguida.

De acordo com o G1, a mulher mora exatamente na mesma rua onde o corpo foi achado. A polícia ouviu o depoimento da mulher e do ex-companheiro e eles foram presos em flagrante. Ainda segundo a polícia, os pais da criança moravam no mesmo apartamento, mas estavam separadosA mãe, que é dona de casa, deve responder por homicídio e ocultação de cadáver. O pai, comerciante e acusado de favorecimento pessoal, foi levado para a cadeia anexa ao 5º Distrito Policial de Santos, mas liberado logo em seguida. Caso seja comprovada maior participação no crime, será preso novamente.

Já na tarde desta sexta-feira (29), a Polícia Civil afirmou que a vítima morreu por traumatismo craniano, em decorrência de uma queda de seis andares. Segundo o delegado responsável, Renato Mazagão Júnior, o saco com a criança foi jogado no fosso de lixo do prédio. “O corpo foi caindo do sexto andar até chegar na lixeira. Quem levou para a calçada foi a faxineira do prédio. A criança morreu por conta de um traumatismo craniano, causado pela queda. Também existiam ferimentos no pescoço”, conta.

De acordo com Mazagão, o pai foi identificado com a ajuda das câmeras. “Ele foi detido e disse que a responsabilidade era da ex-namorada, que estava em Praia Grande. Achamos a mulher, e ela alegou que a criança havia nascido morta. A perícia, porém, apontou para homicídio. A recém-nascida foi asfixiada antes de ser jogada, ainda com vida”, diz.

O corpo estava envolvido por dois sacos plásticos, além de jornais, lenços umedecidos e também uma fronha, cujo par foi encontrado dentro do apartamento do casal. Dentro desse mesmo saco foi achada uma nota fiscal de compra manchada de sangue, o que possibilitou a identificação do pai. Além disso, outro pacote guardava a placenta e o cordão umbilical da criança.

Segundo informações da Polícia Militar, um objeto semelhante a um elástico foi encontrado enrolado ao pescoço da criança.

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