Carta de mãe à jovem que ensinou sua filha andar de skate se torna viral na web

2015 está no fim e as meninas pelo mundo afora ainda estão ouvindo que certas brincadeiras são de menino. Peyton, de 6 anos, virou notícia por causa de algo que era para ser trivial: queria andar de skate no parque recém-aberto perto da sua casa, em Cambridge, no Canadá. Ela já tinha visto vários skatistas se divertindo lá e quis tentar também. Sua mãe, Jeanean Thomas, deu a ela um capacete rosa e as duas foram para até o local. Mas, quando elas chegaram, um grupo de garotos mais velhos começou a intimidá-la.

A sorte foi que no mesmo parque estava Ryan Carney, um experiente skatista de 20 anos, que a ajudou a se equilibrar e, mais que isso, levantou sua autoestima. Afinal, quem disse que skate é coisa de menino? Jeanean ficou tão grata que escreveu uma carta para o jovem.

“Querido adolescente do parque de skate,

Você deve ter uns 15 anos, e, por isso, eu não esperava que fosse tão maduro. Também imaginei que você não queria uma menina na sua rampa de skate. O que talvez você não sabe é que minha filha durante meses me pediu para ir ao parque para andar de skate. Eventualmente, eu tento convencê-la que skate não é só coisa de menino. 

Mas, quando chegamos lá, percebemos que estava lotado de rapazes fumando e falando besteira. Na mesma hora, ela pediu par ir embora. Confesso que eu desejei o mesmo. Não queria parecer uma mãe chata e ter que discutir com vocês pedindo um espaço para minha filha. Eu também não queria que ela sentisse medo de alguém. Ou, ainda, pensasse que não tinha o mesmo direito que vocês para estar naquele parque.

Até que ela disse: ‘Mãe, está cheio de meninos mais velhos’. Eu, calmamente, respondi: ‘E daí? Eles não são donos do parque’. Timidamente, ela começou a descer a rampa. Apesar de você e seus amigos estarem passando voando com seus skates. Após 2 ou 3 tentativas, você chegou perto dela e disse: ‘Preste atenção”’. Nesse momento, eu já estava preparada para repetir meu discurso: ‘Ela tem tanto direito de usar o parque quanto vocês’. Mas, foi aí que eu ouvir você dizer: ‘Os seus pés não estão na posição certa… Posso te ajudar?’

Fiquei uma hora ali com a minha filha. Assisti você ensinando ela a se equilibrar e virar. Muitas vezes você parava para ouvi-lá com toda atenção do mundo. Você segurou na mão dela e a ajudou a levantar cada vez que ela caiu. Eu até ouvi você pedindo para ela tomar cuidado com os corrimões para não se machucar.

Minha filha foi embora do parque se sentindo muito confiante, graças a você”.