8 crianças brasileiras foram afastadas dos pais ao tentarem entrar nos EUA

Elas chegaram ao país com familiares que foram processados por travessia ilegal da fronteira e enviados a prisões federais, onde elas não podem ficar

Oito crianças brasileiras foram separadas de suas famílias após cruzarem ilegalmente a fronteira do México com os Estados Unidos. Divulgado pelo Consulado do Brasil em Houston nesta quarta-feira (20), o número de brasileiros compõe as quase 2.000 crianças que foram afastadas de seus responsáveis.

O motivo foi por conta da política de “tolerância zero” do presidente Donald Trump aos imigrantes ilegais.

Tal prática adotada pelo governo americano estabelece que os adultos que forem pegos atravessando a fronteira de maneira ilegal serão criminalmente processados e encaminhados a um centro federal de detenção – caso forem capturados – e precisarão aguardar a sentença do juiz.

Na maioria dos casos, os imigrantes acabam atravessando a fronteira com suas famílias e, mesmo que a política de Trump não preveja a separação, a ação acaba ocorrendo devido à restrição das crianças nos centros de detenção para onde os adultos são levados.

 (Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos/Reprodução)

Por isso, elas são classificadas pelo governo como “crianças imigrantes desacompanhadas” e levadas para abrigos sob custódia das autoridades e sem saber onde seus pais estão.

Mundialmente, a Organização das Nações Unidas (ONU), o México e o Reino Unido são grandes críticos da política estabelecida pelos Estados Unidos.

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