5 dicas para consumir menos

Conhecida como senhorita Minimalista, a americana Francine Jay acaba de lançar um livro em que ensina a consumir menos e manter a vida mais organizada

Aos 37 anos, a americana Francine Jay aproveitou a mudança da família para Londres para uma limpeza geral. Ela e o marido venderam tudo – inclusive a casa. Na mala, levaram apenas o essencial (roupas, laptop, alguns papéis e poucos itens de cozinha). “Foi incrível”, disse ela a CLAUDIA, por telefone, de Portland, nos Estados Unidos, onde mora agora. “Desprender-se das coisas nos trouxe uma enorme sensação de liberdade.” A experiência que começou em 2009 foi contada no blog Miss Minimalist (missminimalist.com), em que Francine defende um estilo de vida com menos consumo e mais plenitude. E, de quebra, rendeu o livro Menos É Mais – Um Guia Minimalista para Organizar e Simplificar Sua Vida, que acaba de sair no Brasil (Fontanar, 29,90 reais). Na obra, Francine explica o que entende por uma vida mais simples: “Criar uma mentalidade minimalista vai transformar a maneira como tomamos decisões sobre o que temos e o que trazemos para o nosso cotidiano”, defende. Após essa etapa, chamada de “aquecimento mental”, a autora apresenta o método de dez passos, em que ensina como alcançar e manter uma casa organizada. “O segredo não é comprar caixas ou alugar um depósito para esconder as coisas, mas reduzir a quantidade de itens ao nosso redor”, avisa. Confira a seguir as dicas de Francine e de outros especialistas para consumir com consciência e levar uma vida mais leve e prazerosa.
 
1. Curta O MUNDO lá fora

“Um dos segredos para conquistar um estilo de vida minimalista é resistir à tentação de recriar o mundo exterior dentro de casa. “Em vez de comprar equipamentos para montar um home theater, uma academia caseira ou um quintal com cara de resort, por que não ter uma noite divertida no cinema, fazer uma caminhada ou então ir ao parque do bairro?”, indaga Francine. “Assim você poderá aproveitar essas atividades quando sentir vontade – sem precisar armazenar e cuidar de todas aquelas coisas.”

2. Controle os gastos

“Compre o que precisa, não o que deseja”, ensina Fabio Gallo Garcia, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo e do curso online Como Gastar Conscientemente, ambos da Fundação Getulio Vargas. “Assim, você reduz excessos e evita dívidas.” Outro ponto importante é entender o próprio limite financeiro e tentar ser feliz dentro dessa realidade. “Não é virar pão-duro, mas consciente”, diz Fabio. “Se você tem dificuldade de se controlar, experimente ir ao shopping sem o cartão de crédito.”
 
3. Valorize as experiências

“Nas datas comemorativas, ofereça um momento especial em vez de comprar presentes”, recomenda Gabriela Yamaguchi, gerente do Instituto Akatu. A pesquisa Rumo à Sociedade do Bem-Estar, realizada pela organização, mostrou que para mais de 60% da população brasileira felicidade é ter saúde e bom convívio social com a família e amigos. “Apenas três em cada dez brasileiros associa o sentimento à posse de bens”, diz Gabriela. Vale preparar um café da manhã, fazer um passeio ao ar livre. “A satisfação tem pouco a ver com a quantidade de coisas que possuímos e está intrinsecamente ligada às experiências que vivemos”, acredita Francine.

4. Doe, troque, divida

Em tempos de alta conexão, está cada vez mais fácil trazer práticas do consumo consciente para o cotidiano. O site Tem Açúcar funciona como plataforma de empréstimo e doação entre vizinhos. Também é possível encontrar grande variedade de objetos em sites de segunda mão. Opções como o Mercadinho Kids e Ficou Pequeno são especializadas em roupas e acessórios infantis usados. Reutilizar é uma forma de poupar o meio ambiente. “Sempre que decidimos não fazer uma compra fútil, que nos viramos com algo que já possuímos ou que pegamos alguma coisa emprestada com um amigo em vez de comprá-la, é como se déssemos um pequeno presente para o planeta”, aponta Francine. 

5. Questione cada compra

Por fim, não leve nenhum item para o caixa da loja sem antes se questionar bastante em relação àquele novo objeto. “Pergunte-se a cada compra em potencial: ‘Isso merece um lugar na minha casa?’, ‘Que valor vai acrescentar ao meu lar?’, ‘Vai facilitar minha vida?’, ‘Ou só vai me dar trabalho?’, ‘Tenho um lugar para isso lá?’, ‘Vou querer continuar com isso para sempre (ou, pelo menos, por um bom tempo)?’, ‘Se não, vai ser muito difícil me livrar dele?’”, escreve Francine.

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